Depois de passar por uma das maiores crises de seus dois anos de governo com a greve dos caminhoneiros, o presidente Michel Temer (MDB) já admite que deve mesmo sofrer uma nova denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) [VIDEO], a terceira desde que chegou ao cargo principal do Planalto. As informações são do blog do jornalista Josias de Souza, do portal UOL.

Desta vez, Temer é alvo das investigações do chamado “caso dos Portos”, que averiguam se o presidente e alguns de seus aliados se beneficiaram do decreto assinado em maio de 2017, que teria supostamente beneficiado empresas portuárias em trocas de favorecimentos e propinas.

Segundo noticiado, Temer e seus asseclas calculam que a possível denúncia [VIDEO] não será formalizada antes de julho, quando vence o prazo para que a Polícia Federal (PF) conclua a fase de recolhimento de provas. A data bate com o recesso de meio de ano de Congresso, o que atrasaria ainda mais a eventual votação da nova denúncia contra o presidente.

Desta forma, e com as eleições de outubro cada vez mais próximas, Temer acredita que a oposição não teria fôlego nem interesse em angariar os 342 votos necessários para tirá-lo do cargo sabendo que um novo presidente já terá sido eleito em outubro. A sensação no Planalto é de que o movimento causaria muito desgaste para pouco efeito prático, já que Temer estaria desfrutando de seus últimos meses na Presidência e preparando suas malas para deixar o cargo.

Antes, Temer conseguiu sobreviver à duas denúncias da PGR graças a sua base aliada e acordos políticos. Cada vez mais enfraquecido, Temer sabe que enfrentaria uma cruzada para se livrar de uma terceira denúncia, mas confia no passar do tempo e na proximidade das eleições para que a situação seja colocada em panos quentes e seu mandato termine com certa tranquilidade.