Conhecido por agir com racionalidade durante momentos de tensão política, o presidente Michel Temer [VIDEO] (MDB) demonstrou abatimento e cobrou união dos aliados durante a crise gerada pela greve dos caminhoneiros [VIDEO], na última semana. Segundo informações publicadas na coluna painel do jornal Folha de S. Paulo desta sexta-feira, dia 1º, o presidente ficou abalado com a falta de apoio de seus aliados, que criticaram abertamente a demora e a falta de habilida do governo em perceber a gravidade da situação, que se alastrou pelo país.

Abandonado até mesmo por governadores de seu próprio partido, Temer concentrou suas forças de apoio nos ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Raul Jungmann (Segurança) e Sergio Etchegoyen (Gabinete de Segurança Institucional), com quem se reuniu para encontrar maneiras de contornar a crise.

Outro dos principais aliados de Temer, o Ministro-Chefe da Secretaria de Governo, Carlos Marun, se ocupou em defender o presidente junto aos meios de comunicação. A ideia era tentar transmitir a imagem de que o governo já estava agindo junto aos caminhoneiros e que a situação seria normalizada, o que levou mais tempo do que o previsto para ocorrer.

Segundo fontes próximas ao Planalto, Temer chegou a se preocupar com a possibilidade dos protestos gerarem uma onda similar às jornadas de junho de 2013. Com popularidade cada vez mais baixa, o presidente temeu ser obrigado a deixar o cargo antes do fim do ano, quando seu mandato chega ao fim. Apesar de ter conseguido se equilibrar na presidência, Temer começa a admitir que dificilmente conseguirá defender seu legado nas eleições de outubro. Depois de desistir de tentar a reeleição, o presidente vê o cenário de recuperação e estabilidade que tentou vender ao longo dos últimos dois anos ruir feito um castelo de areia ao vento.