Na Convenção Nacional do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), ocorrida na noite desse sábado, 21 de julho, em São Paulo, Guilherme Boulos, de 36 anos, foi lançado candidato à Presidência da República pela sigla. Essa será a primeira vez que Boulos irá concorrer à presidência da República. É um ativista da esquerda, coordenador e líder do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto). A vice-presidência também contará com ativista social, a indígena Sônia Guajajara, também filiada ao PSOL.

Boulos é formado em Filosofia pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. Antes de ingressar na luta do MTST foi do movimento comunista estudantil.

Na convenção o nome dele foi aceito com euforia e teve apoio de diversos setores sociais e movimentos sociais, como negros, LGBTs, feministas, sem-tetos, etc.

O evento contou com a presença carimbada de grandes figuras ligadas ao PSOL e a lutas sociais, como parlamentares da Câmara dos Deputados (Ivan Valente, Luiza Erundina), vereadores (Sônia Bonfim, de São Paulo) e deputados estaduais, destacando, Marcelo Freixo do Rio de Janeiro.

Proposta polêmica: descriminalização do aborto

Uma das propostas apresentadas por Boulos em seu discurso de candidatura no PSOL, e que teve grande repercussão na mídia foi a respeito da descriminalização do aborto. Defendeu Boulos, que essa é uma questão de Saúde pública, por isso, é um defensor do direito da mulher ao aborto. Então, por ser uma questão sanitária, a defesa do aborto representaria a defesa da vida das mulheres.

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Para fundamentar e justificar seu ponto de vista, Boulos apresenta diversos dados estatísticos que demonstram a alta mortalidade de mulheres que se submetem a abortos clandestinos. Destaca o candidato, que a maioria é formada por mulheres pobres e negras e de baixa renda.

Devido a isso, Boulos diz que o debate deve ser feito, a discussão deve ser promovida de forma ampla na sociedade, vir à tona, e não ficar “debaixo da mesa”, pois, enfatiza o candidato “as mulheres estão morrendo”.

A proposta gera muita polêmica na sociedade, pois envolve questões de cunho filosófico, religioso, moral, político, de direitos. A parcela social que desaprova a prática diz que o aborto é danoso, viola a ética e pode incentivar a prática, por isso, deve ser tratado como crime. Já a parcela favorável advoga que a descriminalização não significa legalização e encoraja a mulher, fora de um sistema repressor, tomar decisões mais conscientizadas e, assim, ter apoio assistencial quando sujeita a uma grávida indesejável.

Outras propostas

Boulos, em seu discurso, também trouxe outros pontos de seu programa político, como a revogação das medidas adotadas pelo atual presidente Michel Temer, criar o imposto que permite a taxação das grandes fortunas, cumprindo determinação constitucional, realizar a reforma agrária, dentre outras.

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