Nesta último domingo (8), um grande embate ocorreu no Tribunal Regional Federal da 4° Região (TRF-4). O desembargador plantonista Rogério Favreto resolveu conceder habeas corpus ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O caso movimentou o juiz federal Sergio Moro, o presidente do TRF-4 Thompson Flores e, até mesmo, a ministra do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia. Conforme resultado negativo do PT, eles observam uma nova chance para tirar Lula da cadeia.

A expectativa é de que Cármen Lúcia saia da presidência do Supremo e abra espaço para que os advogados de Lula entrem com novos recursos no tribunal.

Cármen Lúcia deverá assumir a presidência da República enquanto Michel Temer estiver em viagem. Dessa forma, a ministra poderá conceder o cargo na presidência do Supremo para seu vice, o ministro Dias Toffoli. O Partido dos Trabalhadores, segundo informações de Andréia Sadi, do G1, observa com "bons olhos" a situação.

O PT vê uma chance de apresentar novos recursos ao Supremo para a libertação de Lula. Com Toffoli no poder do Supremo, a estratégia dos petistas é de que o ex-advogado do partido fique ao lado de Lula no embate. Dias Toffoli mostra-se contrário as investigações da operação Lava Jato. Assim como os ministros Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes, ele atrela críticas às operações.

Cármen Lúcia tem duas opções

Segundo informações apuradas pelo portal Notícias ao Minuto Brasil, a ministra Cármen Lúcia poderá transferir o poder do Supremo para Toffoli, ou assumir duas presidências.

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Lula PT

Caso Cármen dê a oportunidade para seu vice, o PT conseguirá entrar com recursos e, consequentemente, terá maiores garantias para tirar Lula da cadeia. No entanto, a ministra poderá evitar uma "implosão" do STF assumindo as duas presidências.

Neste ano, no mês de abril e junho, a ministra assumiu as duas presidências enquanto Temer se encontrava em viagem. Ainda não é possível saber o posicionamento de Cármen, mas há grandes chances dela se manter no STF.

Embate no TRF-4

No último domingo, Rogério Favreto tentou tirar Lula da cadeia. O plantonista do TRF-4 concedeu habeas corpus ao petista. No entanto, o juiz Sergio Moro negou o pedido afirmando que Favreto não tem competência suficiente para a ação.

O relator da Lava Jato no TRF-4, Gebran Neto, também não reconheceu o recurso em prol de Lula. Para a infelicidade dos petistas, o presidente do tribunal, Thompson Flores, foi quem deu a decisão final para acabar com o embate jurídico.

No final, Lula continua preso.

Cármen Lúcia e a procuradora-Geral da República Raquel Dodge foram acionadas. Cármen observou a ação do desembargador enquanto Dodge enfatizou ser contra a soltura de Lula. Na justificativa a procuradoria disse que a ação vai contra o entendimento de prisão após condenação em segunda instância.

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