A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve o pedido de liberdade rejeitado pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, na tarde desta sexta-feira (29), a rejeição se deu pelo fato de que o ministro decidiu que o petista fosse julgado pelo plenário, algo temido pela defesa de Lula, já que, para eles, era melhor que o ex-presidente fosse julgado [VIDEO] pela 2ª Turma do STF (recurso automaticamente negado), contando possivelmente com votos de Gilmar Mendes, Dias Toffoli, e Ricardo Lewandowski levando a uma também possível e consequente soltura do já então condenado.

A defesa de Lula, no entanto, recorreu da decisão, feita por Fachin na penúltima sexta-feira de junho (22).

O então ministro Edson Fachin (relator da Lava Jato) já havia arquivado o pedido de liberdade de Lula em consequência da própria decisão do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) [VIDEO], tal decisão, anterior a dos ministros.

O TRF-4, por sua vez, teria enviado o caso de Lula ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e não ao Supremo. Tal ato teria prejudicado o pedido de liberdade, segundo Fachin.

Julgamento pelo plenário do STF e não pela 2ª Turma como preferia a defesa

Por fim, o julgamento deve ir ao plenário do STF, ao invés da 2ª Turma, algo temido pela defesa do ex-presidente que preferia a 2ª opção; em suma, a decisão do ministro do Supremo, Alexandre de Moraes, apenas selou decisões e medidas já tomadas anteriormente

Além de Mendes, Toffoli e Lewandowski, a 2ª Turma (já descartada devido à decisão), conta também com os ministros Celso de Mello e Edson Fachin.

'Lei da Ficha Limpa' não detém Lula totalmente, de disputar as eleições em 2018

O ministro Fachin também se justificou citando um trecho da Lei Ficha Limpa, ressaltando, assim, a inelegibilidade, no entanto, revendo sua justificativa posteriormente. O trecho é referente à condenação de Lula, aplicada pelo juiz Sérgio Moro, devido à Corrupção e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá em SP (São Paulo).

O petista foi enquadrado na Lei Ficha da Limpa na Operação Lava Jato, tornando-o inelegível, no entanto, a disputa nas eleições ainda pode ser concedida ao ex-presidente, por uma liminar, ou seja, por meio de outros meios de processos legais; agora, a defesa de Luiz Inácio Lula da Silva busca o benefício do petista, para que ele possa tentar uma disputa eleitoral.

A defesa de Lula pediu a mudança de relator, o que também foi rejeitado pelo ministro Alexandre de Moraes.

Ainda, segundo o jornal Correio Braziliense, Gilmar Mendes teria em mãos uma outra ação apresentada pelo PCdoB (Partido Comunista do Brasil), que pode resultar na soltura de todos os presos, quando em 2ª instância.