O ex-ministro do Partido dos Trabalhadores (PT), Antonio Palocci, conseguiu fechar acordo de delação premiada com a Polícia Federal. Depois de tantas tentativas, o ex-ministro finalmente poderá contribuir com as investigações. A expectativa é que crimes envolvendo o PT sejam esclarecidos. Palocci era próximo ao ex-presidente Lula e atuava como chefe da Casa Civil. O ex-ministro se tornou o intermediário em fechamento de contratos da Petrobras com a empreiteira Odebrecht.

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Nesta última quinta-feira, 5 de junho, o jornal investigativo "O Antagonista" revelou comentários de Antonio Palocci sobre o caso do ex-prefeito da cidade de Santo André, Celso Daniel. Em negociação com a PF, Palocci disse que o PT não tem nenhum vínculo com a morte do ex-prefeito. Até hoje, o caso de Celso Daniel é um incógnita sem previsão para ser resolvida. O ex-prefeito faleceu em 2002 decorrente um assassinato.

Segundo "O Antagonista", Palocci teria descartado o vínculo do PT com o caso.

Na versão dada como oficial, Palocci teria defendido que o empresário Sérgio Gomes da Silva, conhecido como "Sombra", planejou a morte do político. Em 2002, logo após o falecimento de Celso Daniel, Palocci herdou o posto de coordenador da campanha de Lula.

Processo contra sombra

Em dezembro de 2014, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal anulou o processo contra Sombra. Os votos dos ministros Marco Aurélio Mello e Dias Toffoli, que na época constituía a Primeira Turma, foram fundamentais.

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Sombra faleceu em 2016, ele lutava contra um câncer. O seu advogado, Roberto Podval, afirmava que o cliente era inocente e sem nenhum vínculo com a morte do ex-prefeito de Santo André.

TRF-4 homologa delação e abre espaço para novas investigações na Lava Jato

A esperada delação de Palocci poderá abrir novas investigações na Operação Lava Jato. Conforme revelações do ex-ministro, a Polícia Federal poderá se motivar para abrir novos procedimentos investigativos.

Palocci está preso desde 2016 e a tentativa da colaboração é para diminuir seu tempo na cadeia. No entanto, como fechou a delação pela PF, só após o final do processo é que será analisado algum benefício ao ex-ministro.

A PF deixou claro que só será concedido benefícios caso Palocci colabore com temas importantes e que façam diferença nas investigações.

Como "O Antagonista" apurou, no caso de Celso Daniel a versão oficial foi mantida.

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