Nesta última terça-feira (25) ocorreu em São Paulo o quinto Fórum Estadão com o tema: “Mais governança e Mais segurança no país”. O evento contou com a presença de várias autoridades, dentre elas, o juiz federal Sérgio Moro, titular da 13ª Vara Criminal de Curitiba, no Paraná. O magistrado é responsável pela Lava Jato (Operação que investiga crimes de Corrupção vinculados ao Governo sFederal). Entretanto, um fato inusitado chamou a atenção do público que prestigiou o debate: investido de mediador, Moro conseguiu dirimir possíveis desentendimentos entre os membros participantes: Marcelo Mendroni (promotor de Justiça) e Antônio Cláudio Mariz de Oliveira (advogado criminalista).

Moro fez questão de ressaltar sobre a necessidade do diálogo na esfera jurídica, ou seja, o juiz alertou que diante das circunstâncias auferidas pelo desregrado radicalismo, a ausência de comunicação, além de debates saudáveis são impedimentos que viabilizam o enfraquecimento da Justiça. Também esclareceu que naquele momento, seria inadmissível a ocorrência desordenada de participantes, uma vez que são conhecidos de longa data e apreciadores do respeito mútuo.

Sérgio Moro foi categórico e preferiu adverti-los sobre o seu entendimento crítico, porém justificou que a reflexão não foi intencional. No entanto, requereu o profundo respeito entre ambos. A matéria ganhou repercussão e os dizeres do magistrado despertou bem estar entre os colegas.

Ao iniciarem o debate, os integrantes foram questionados sobre as possibilidades de reconstrução do país. Logo, Mendroni se manifestou comparando uma pessoa que exerce a prática de corrupção a um 'serial killer' (aquele que comete assassinatos).

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Lava Jato Sergio Moro

Naquele momento, o clima ficou tenso, o promotor continuou com a narrativa comentando que o protagonista do crime de corrupção somente cessaria a atividade quando fosse encaminhado para a prisão. Assinalou que a comparação foi realizada em decorrência do mesmo resultado, ou seja, a corrupção é uma forma de assassinar indiretamente e o 'serial killer' diretamente, revelou Medroni.

Na oportunidade, Mariz lançou um desafio ao promotor retrucando a sua opinião.

O advogado quis saber como seria possível descobrir se uma pessoa é culpada, sem as devidas investigações preliminares. E foi adiante, considerou a lógica de Mendroni prematura ao acusar sem a presunção da inocência.

Com ânimos acirrados, Sérgio Moro interferiu imediatamente alertando que na qualidade de um juiz, poderia perfeitamente controlar o conflito do Ministério Público e da Advocacia. Todos apoiaram a intervenção e a brincadeira foi prolongada com risos em meio à plateia.

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