O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, assumirá em setembro o comando da Corte, entrando no lugar da atual presidente, ministra Cármen Lúcia e, diante disso, afirmou que muitas de suas decisões serão voltadas para defender a instituição, mesmo que ele seja contra determinado assunto.

De acordo com Toffoli, o presidente do STF precisa, em certos momentos, votar contra o seu convencimento.

O ministro está se preparando para comandar uma Corte muito criticada pelas recentes decisões de liberar condenados da Operação Lava Jato. Toffoli é um dos protagonistas disso, já que ele votou pela liberdade desses réus.

Existem muitas expectativas sobre a postura do magistrado à frente da Corte. Segundo seus dizeres, ele vai dialogar bastante e saberá intermediar as divergências que vão surgindo.

Um dos pontos declarados pelo futuro presidente do STF, em conversas com seus colegas de tribunal, é que ele, de imediato, não irá pautar o assunto sobre a prisão após a condenação em segunda instância. Esse tema não entrará no STF antes das Eleições, mesmo o ministro defendendo esse novo entendimento na Corte. Vale ressaltar que Cármen Lúcia foi muito pressionada pelos colegas para por na pauta da Corte esse assunto, mas ela se manteve resistente e não recuou. Para a ministra, o tema foi decidido recentemente, em 2016, e não haveria urgência de voltar a esse assunto.

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Governo

Esperanças de Lula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, tem expectativa de que a mudança do comando da Corte pode beneficiá-lo. Porém, com essas palavras de Toffoli, isso até pode acontecer, mas ainda vai demorar um pouco.

Um dos objetivos de Lula era que o tema sobre a prisão após a condenação em segunda instância fosse votado no Corte e, com a mudança do entendimento atual, ele conseguiria participar das eleições este ano. Ao que tudo indica e diante das declarações de Toffoli, Lula ainda ficará mais um tempo na cadeia.

Assumindo o Planalto

O ministro Dias Toffoli entrará no comando do Supremo no dia 15 de setembro. Em uma das ocasiões, ele assumirá a Presidência do Brasil. O presidente Michel Temer viajará para Nova York em 25 de setembro, onde participará de uma reunião da ONU. Serão três dias em que o emedebista estará fora do Brasil. Toffoli assumirá nesses dias e comandará o país.

Toffoli já trabalhou no Governo Lula, onde foi assessor do ex-ministro José Dirceu.

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