A semana que vem terá um encontro de proporção séria entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu advogado, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Sepúlveda Pertence. A conversa entre eles será decisiva em relação a continuidade dos trabalhos do advogado no processo do ex-presidente.

Segundo as informações do colunista Lauro Jardim, Pertence teria ficado revoltado com uma carta divulgada, nesta quarta-feira (05), e assinada por Lula, onde são feitas várias críticas ao ministro Edson Fachin.

O advogado afirmou, em vários momentos, que não faria uma defesa do ex-presidente voltada para embates e por isso, estaria indignado com essa carta.

O ex-ministro da Corte mostrou grande desconforto com o líder do PT e com Cristiano Zanin, outro advogado do petista, em querer partir para a briga contra os ministros do STF. Surgiu até mesmo a desconfiança de que o autor desta carta tenha sido Zanin.

Trechos da carta

A carta mostra um ex-presidente que não acredita mais na Justiça em decorrência de atitudes de alguns ministros da Corte. Para Lula, esses ministros estariam comprometendo os processos ao agirem conforme as decisões da primeira e da segunda instância, fazendo uma mera reprodução.

Conforme as palavras descritas na carta, há fortes críticas contra Edson Fachin por ter retirado da Segunda Turma da Corte o julgamento do seu habeas corpus e enviado ao Plenário.

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Lula

A esperança de Lula era acontecer o mesmo com seu ex-ministro José Dirceu, que foi solto com a decisão do trio da Segunda Turma formado por: Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Gilmar Mendes. O ministro Fachin foi voto vencido e Celso de Mello não participou da votação.

Vale ressaltar que, os ministros que votaram a favor da liberdade de Dirceu não concordam com a prisão após a condenação em segunda instância. Por isso, Lula pretendia percorrer o mesmo caminho que Dirceu, mas em cima da hora, Fachin remeteu o processo do ex-presidente para o Plenário.

Divergências

Os advogados de Lula já estão há algum tempo vivendo divergências. Recentemente, Pertence enviou aos ministros do STF um memorial pedindo a prisão domiciliar do seu cliente. Zanin desmentiu Pertence em público e disse que a defesa de Lula não apresentou à Corte qualquer pedido de prisão domiciliar.

O ex-ministro do STF se sentiu desrespeitado, exposto e ultrajado e chegou a pensar em abandonar o caso de Lula, mas foi convencido a ficar para que não prejudique ainda mais o cliente.

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