Conhecida pelo impeachment de Dilma Rouseff, em 2016, a jurista Janaína Paschoal tem a possibilidade de se tornar vice [VIDEO] de Jair Bolsonaro, dependendo, obviamente, da decisão que o partido tomar na reunião deste domingo (22). Apesar disso, e por conta de recusas e desacordos anteriores [VIDEO], há muita especulação da mídia em geral no que diz respeito aos próximos possíveis vices, caso o acordo entre Bolsonaro e Janaína [VIDEO] não venha ser fechado.

Após tratativas com Malta do PR (Partido Republicano) não dar certo, e com o veto do PRP (Partido Republicano Progressista) do então General Augusto Heleno, Jair Bolsonaro e seu partido, o PSL (Partido Social Liberal), se viram em um grande dilema da escolha do vice.

O nome cotado era o da Dr Janaína Paschoal, mas o General Antonio Hamilton Martins Mourão (filiado ao PRTB - Partido Renovador Trabalhista Brasileiro), de Levy Fidelix, ainda deve aparecer como opção conforme declarações do mesmo a órgãos de imprensa, afirmando estar disponível ao capitão. "No banco de reserva", brincou.

Lembranças à tona e sondagens a Mourão

Não é só Mourão que estendeu a mão a Jair Bolsonaro como apoio, o capitão também se lembrou de seu nome. Segundo O Estadão, Bolsonaro chegou a citar o nome de Mourão em uma churrascaria em Goiás, nesta quinta-feira (19).

Procurado, o UOL também tocou no assunto, afirmando que o General não comentou se foi ou não procurado pelo presidenciável, Mourão apenas lembrou de uma conversa que teve há muito tempo com Jair Bolsonaro, na conversa, o General Mourão afirmou que apenas estava no "banco de reservas", sugerindo, assim, estar apoiando o capitão na candidatura do mesmo à Presidência, considerando o posto de vice, à princípio.

Segundo informou a Folha de S.Paulo, Bolsonaro chegou a dizer que teria pedido para sondar Mourão, isso, logo após os fracassos entre Malta e seu partido, como também do PRP, no caso do reformado Augusto Heleno que, como dito, se desfiliou, tornando-se apartidário.

Nos bastidores, General Mourão ainda é opção para Jair Bolsonaro, caso tratativas de vice com Janaína não procedam

Nos bastidores, Mourão articula meticulosamente militares na política. No entanto, ele próprio não se lançou na política. O General aparentemente distante, também já criticou o governo Dilma do PT (Partido dos Trabalhadores), e defende que homens das Forças Armadas ganhem pelas urnas.

Agora, resta saber qual a decisão que o PSL de Bolsonaro tomará com relação à Janaína Paschoal no domingo (22) que é fortemente cogitada como possível vice de Jair na corrida presidencial. Mourão, por sua vez, articula ao longe, mas ainda assim permanece como opção, naquilo que chama de "banco de reserva", termo dado possivelmente em referência à uma partida de futebol, dada uma possível substituição necessária.