De acordo com postagens feitas em sua conta no Twitter neste sábado (21), a advogada e professora Janaína Paschoal pediu desculpas por não ter atendido a ninguém no dia anterior. Disse acreditar que ha decisões que necessitam ser tomadas em sigilo e que pretende ajudar Bolsonaro nessa fase de ajustes deixando claro, ao fim da postagem, que estuda a possibilidade de aceitar algum cargo para isso.

Janaína Paschoal ficou amplamente conhecida no Brasil após ter tido papel de destaque como uma das autoras do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016, e apresentar discursos acalorados [VIDEO] no planalto contra a então presidente da República e seu partido (PT).

Após a recusa do senador Magno Malta, o general Augusto Heleno [VIDEO] até então era o favorito como suposto vice de Bolsonaro, mas viu seu partido, o PRP, ser contra a aliança e desde então o nome de Janaína vem ganhando força.

Janaína indicou seu apoio à chapa Bolsonaro-Heleno e classificou que são pessoas que "querem trabalhar juntas, mas siglas as impossibilitam" e ainda criticou o sistema político expondo sua tese de que deveriam ser aceitas candidaturas avulsas, dizendo que o fato de ter que se filiar a um partido para concorrer às Eleições seria uma "violência do sistema eleitoral" e que mesmo filiando-se não ha garantia de nada, visto que ainda depende da aprovação do partido para se obter legenda.

Vale lembrar que a advogada filiou-se ao PSL em maio, no prazo limite para participar das eleições de 2018.

Apesar de haver fontes que confirmam que Janaína foi convidada pela legenda a disputar o Governo de São Paulo, na época ela afirmou que não era pré-candidata a nenhum cargo.

Pessoas próximas a Bolsonaro afirmam ter grandes chances de Janaína ser anunciada como sua vice ainda neste domingo (22), na convenção nacional do PSL que acontece no Rio de Janeiro. Bolsonaro prometeu que seu vice seria anunciado durante o evento.

Contrariando todo o discurso de seus opositores, a indicação de uma mulher como vice de Bolsonaro ajudaria ainda a conseguir conquistar votos femininos, após inúmeras polêmicas em que seu nome foi envolvido como preconceituoso e machista.

Ao que tudo indica, o partido dos trabalhadores (PT) já não tem esperanças de apresentar Lula como seu candidato, visto que todas as tentativas de soltura do mesmo vêm sendo inúteis uma após outra. Bolsonaro segue líder das pesquisas de intenção de votos em todos os cenários sem Luíz Inácio Lula da Silva.