Nesta quinta-feira (26), uma entrevista concedida à TV Estadão do advogado Luiz Fernando Casagrande Pereira, responsável pela defesa em âmbito eleitoral do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), esclareceu que comentários relacionados a desistência ou substituição de candidato para a disputar o pleito eleitoral nunca foi questionado por Lula. O defensor foi categórico ao sinalizar que a situação do líder petista poderá se estender até depois das eleições.

O petista, que conseguiu permanecer como Presidente da República entre os anos de 2003 a 2011, ou seja, dois mandatos consecutivos, pretende disputar novamente as eleições e assumir a chefia do Executivo. Entretanto, uma situação atípica vem sendo analisada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para, juntos, decidirem sobre a atual posição de Lula, uma vez que se encontra restrito de sua própria liberdade, ou seja, o petista está preso em regime fechado, porém em sala especial, na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, no Paraná.

Condenação de Lula

Condenado por incidir nos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, Lula foi sentenciado a doze anos e um mês, pelo juiz federal, Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato em todo país, na sequência, ratificada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre-RS. A entrevista trouxe a informação de que o petista jamais pensou em desistir da disputa presidencial, além disso, afirmou que o registro deverá ser oficializado ao órgão competente na data estipulada.

Não perca as últimas notícias!
Clique no tema que mais te interessa. Vamos te manter atualizado com todas as últimas novidades que você não deve perder.
Lava Jato Sergio Moro

A convicção de Lula se tornou evidente após a última semana quando Rosa Weber, ministra do Supremo Tribunal Federal, indeferiu uma ação protocolada pelo MBL (Movimento Brasil Livre), o qual requereu a antecipação da impugnação da candidatura de Lula. Desta forma, a negativa de Weber aumentou ainda mais as expectativas de todos os membros do Partido dos Trabalhadores (PT), inclusive do líder petista. O que ainda não se sabe é a proporção que a decisão poderá abranger, ou seja, na hipótese traçada, a deliberação poderá provocar a inércia no contexto de um suposto concorrente à presidência, ocasionando, assim, o efeito de dúvida e instabilidade ao eleitorado.

Desta feita, Pereira lembrou que se, por ventura, o TSE submeter Lula ao crivo da Lei da Ficha Limpa, naturalmente ele será desligado das eleições. Todavia, o cenário permitirá ao Partido dos Trabalhadores a suscitação rápida de um novo nome, capaz de substituir o ex-presidente até a data limite de 17 de setembro, para representar a legenda.

Por fim, o defensor acredita que o PT deverá analisar com cautela os riscos eminentes de substituir o ex-presidente ou acionar o STF.

Se for estabelecida a segunda hipótese, Lula, mesmo preso, terá possibilidade de propagar nas urnas eletrônicas. Se sair vitorioso do pleito, a eleição deverá ficar sub judice (processo eleitoral ficará resguardado por um juiz), até a diplomação do futuro presidente.

Não perca a nossa página no Facebook!
Leia tudo