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O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, montou um pacote de medidas para a candidatura de Henrique Meirelles ao Planalto, e vários pontos foram propostos por ele como uma forma de estabelecer um programa que não seja refém de um presidencialismo de coalizão. Marun sugeriu a criação de um tribunal que possa sobrepor sobre decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), anistia do caixa 2 para os crimes que foram cometidos em campanhas eleitorais passadas e o ministro propôs também a cobrança de um valor mínimo para quem precisar usar o Sistema Único de Saúde (SUS).

A mensagem dele foi encaminhada para Meirelles (MDB) e deputados do partido. Marun defende que só isso pode ser um fator contra tipos de balcões de negócios, como é visto na política de hoje.

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Grande aliado, defensor e um dos protagonistas do governo Michel Temer, o ministro defende que os crimes de caixa 2 cometidos no passado sejam apagados, no caso, perdoados. Assim, apenas os crimes do futuro comecem a ser penalizados.

Marun sugeriu que o STF tenha mandatos e que uma outra corte possa intervir em decisões conflituosas dos ministros, principalmente naquelas que possuem interpretações diferentes da Constituição. O aliado de Temer também quer votar a Lei de Abuso de Autoridade que foi muito criticada pelo juiz federal Sérgio Moro e a força-tarefa da Operação Lava Jato.

Bolsa Família e SUS

Para Marun, Henrique Meirelles, ao entrar na Presidência, deve manter o Bolsa Família, porém, a gratuidade do Sistema Único de Saúde (SUS) deve ser restrita apenas para aqueles que não possuem condições.

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Ele defende um valor mínimo no SUS para os outros casos.

Meirelles comentou à Folha de São Paulo que recebeu o pacote de medidas e que vai estudar todos os casos descritos.

Um outro ponto de destaque nas sugestões de Marun é que as emissoras de TV concessionárias públicas tenham certos períodos do dia para apresentar programas educativos produzidos pelo estado.

Reforma da Previdência

Em relação à Reforma da Previdência, o ministro exaltou a necessidade urgente dessas medidas. Temer tentou de todas as formas aprovar a Reforma, mas não teve êxito ao perder forças políticas.

As sugestões de Marun também se tornaram uma mensagem para partidos do Centrão que decidiram apoiar o tucano Geraldo Alckmin ao Planalto.

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Mesmo Temer distribuindo vários cargos a eles, o presidente não conseguiu que os partidos apoiassem Meirelles.