A presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Laurita Vaz, rejeitou 143 habeas corpus pedidos em favor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com a ministra, todos esses pedidos acabaram ocupando vários servidores e movimentando diferentes órgãos do tribunal. Eles também traziam as mesmas insinuações, não tinham nada de novo.

Todos os documentos, em sua concepção, possuem natureza política.

Ela ressaltou que as petições tinham o mesmo subtítulo: "Ato Popular 9 de julho de 2018". Segundo a jornalista Lilian Witte Fibe, da revista Veja, a ação em massa de Laurita Vaz rejeitando habeas corpus acaba sendo uma indireta para o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes. O ministro da Corte tem sido um grande defensor de conceder habeas corpus para os suspeitos de crimes de corrupção.

Além disso, Mendes tem criticado a Operação Lava Jato em muitos de seus discursos.

Os pedidos chegaram até o STJ no começo da semana, após toda confusão que se estabeleceu sobre a decisão do desembargador Rogério Favreto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), de soltar Lula. Carlos Thompson Flores, presidente do TRF-4, foi o responsável em encerrar as embromações entre o despacho de Sérgio Moro ordenando que a PF não liberasse o petista e os de Favreto mandando que soltassem.

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Críticas ao desembargador

Laurita Vaz criticou a atuação do desembargador do TRF-4, que fazia plantão no último fim de semana. De acordo com ela, Favreto não tinha competência para mandar soltar o ex-presidente. A ordem de Favreto também revoltou Sérgio Moro e o relator do processo de Lula no tribunal, João Gebran Netto. Eles viram a atitude do desembargador como uma afronta à decisão do colegiado sobre esse caso.

Como tudo aconteceu

No domingo (8), o desembargador Rogério Favreto aceitou um pedido de deputados do PT para que liberessa Lula. Ele alegou que o ex-presidente teria o direito de participar das atividades de pré-campanha eleitoral. Como Lula quer ser candidato, na visão de Favreto, ele deveria ter a chance de ir em debates e dar entrevistas.

O juiz Sérgio Moro, ao ficar sabendo do caso, decidiu intervir e, mesmo estando de férias, acionou o presidente do TRF-4, Thompson Flores.

Em um despacho, Moro ordenou que a PF não cumprisse a ordem de Favreto. Segundo o juiz de primeira instância, o desembargador não tinha nenhuma competência sobre o processo.

Favreto ainda insistiu mais duas vezes, porém, o presidente do TRF-4 negou.

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