Nesta manhã de domingo (8), a jornalista Mônica Bergamo do jornal Estadão noticiou a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) [VIDEO]. Segundo a colunista, o TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) em Porto Alegre, acolheu o pedido de liminar que postulava a liberdade do líder petista. No entanto, após atualização do noticiário, foi constatado que o juiz federal Sérgio Moro interviu rapidamente para impedir o cumprimento da decisão judicial proveniente da Corte Superior.

A decisão de Lula deixar a cadeia foi concedida pelo desembargador do TRF-4, Rogério Favreto, o qual julgou procedente o habeas corpus impetrado na última sexta-feira (6) pelos deputados federais, Paulo Pimenta, Wadih Damous e Paulo Teixeira, todos eles, vinculados à legenda do Partido dos Trabalhadores.

Em suma, o requerimento pleiteava a soltura imediata do ex-presidente uma vez que não havia segundo os parlamentares, fundamentos jurídicos que justificassem a permanência do líder petista restrito de sua liberdade, ou seja, na prisão.

A informação sobre o livramento de Lula foi confirmado pelo plantão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, a cargo do serventuário da Justiça, Luís Felipe Santo. Após a oficialização da deliberação de Favreto, os deputados aliados do petista dirigiram-se à Superintendência da Polícia Federal de Curitiba [VIDEO], no Paraná para aguardarem o cumprimento da decisão.

Desta feita, ao tomar conhecimento do fato, o juiz Sérgio Moro suspendeu a deliberação fundamentando que o desembargador apesar de inquestionável autoridade, não tem competência para sobrepor a deliberação de um colegiado, ou seja, o ex-presidente encontra-se preso desde o dia 7 de abril sob o resguardo da decisão da 8ª Turma do TRF-4, além disso, reforçou o magistrado, a prisão do petista também foi confirmada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), não restando tampouco, lacunas que prevaleça a decisão de Favreto.

Lula foi condenado pelo juiz Sérgio Moro (responsável pela Operação Lava Jato), a nove anos e seis meses de prisão, a pena foi aumentada para dose anos e um mês pelos desembargadores vinculados ao 8ª Turma do Tribunal Regional Federal de Porto Alegre (RS), após julgamento de recurso protocolado pela defesa do réu (Lula) no intuito de anularem a sentença de Moro. O ex-presidente responde atualmente pelos crimes [VIDEO]de lavagem de dinheiro e corrupção passiva. As atualizações são de autoria do site de notícia G1.