Um fato inusitado aconteceu com a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, nesta segunda-feira (23). Ela quase fez o presidente Michel Temer ficar esperando por um bom tempo já que um oficial estava impedindo a sua entrada na Base Aérea de Brasília. Segundo as informações do Estadão, ao tomar conhecimento do nome da ministra, o oficial avisou que seu nome não constava na lista que ele tinha nas mãos.

O motorista do carro preto que conduzia a presidente da Corte retrucou dizendo que Temer estaria esperando por ela. O oficial apenas disse: "O nome não consta". Tentando mostrar que não estava errado, o oficial repetiu a checagem e ressaltou que não poderia permitir a entrada, pois o nome dela não foi inserido na lista.

O motorista novamente explicou para o rapaz que quem estava no carro era Cármen Lúcia, a presidente do Supremo.

Ele ainda avisou o oficial que a ministra iria assumir a Presidência da República com a viagem de Temer. A entrada dela só foi liberada com a chegada de outro oficial.

Temer desembarcou na África do Sul para o encontro do Brics, bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. O presidente havia comentado que a reunião seria importante para o país, pois a presença africana no Brasil é uma das mais expressivas. Na reunião, eles discutirão o papel do continente africano.

Não perca as últimas notícias!
Clique no tema que mais te interessa. Vamos te manter atualizado com todas as últimas novidades que você não deve perder.
Governo Michel Temer

Reajuste salarial

Nesta quarta-feira (25), lideranças de entidades representativas de juízes e do Ministério Público se reuniram com a ministra Cármen Lúcia para pedirem um reajuste salarial. A ministra ficou encarregada de recebê-los porque Michel Temer está em uma viagem na África do Sul e os presidentes da Câmara e do Senado também estão com agendas no exterior.

José Robalinho Cavalcanti, presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), defendeu um reajuste no orçamento de 2019 de cerca de 16,38%.

Todos os valores devem ser incluídos no projeto de Orçamento da União para 2019. Segundo o presidente, o reajuste não causaria mais despesas públicas, pois estaria dentro do teto de gastos públicos. Robalinho defende que haja redução nas despesas de outras áreas para que se tenha o reajuste dos procuradores.

Robalinho também ressaltou que não há reajuste para os juízes desde de 2015. Ele afirmou desconhecer alguma categoria no Brasil que está há mais de cinco anos sem aumento nos salários.

Resistência

A assessoria da ministra afirmou que ela recebeu os documentos e ouviu os argumentos. Porém, ela está sendo resistente e não concorda com um aumento para os ministros do STF, que é o teto dos servidores públicos. SE não aumentar para os ministros também não poderá ser reajustado o valor para as outras categorias. Recentemente, a presidente da Corte falou que a crise no país não é favorável para que se tenha esse reajuste agora.

Não perca a nossa página no Facebook!
Leia tudo