O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Sepúlveda Pertence, que trabalha de graça como advogado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, lucrou muito nos governos petistas, conforme informações da revista Veja.

Uma indicação do próprio Partido dos Trabalhadores (PT) teria proporcionado ao ex-ministro um contrato pelo qual ele recebe R$ 500 mil até hoje. Além disso, tem mais um bônus de R$ 2 milhões. Dessa forma, a reportagem afirma compreender o trabalho de graça do advogado na defesa de Lula.

Confusão com Zanin

Sepúlveda vive sérios problemas com o outro advogado do condenado, Cristiano Zanin. Os dois não conseguem se entender na busca de soluções para o ex-presidente.

Um dos episódios que causou grandes divergências foi quando Pertence pediu aos ministros da Segunda Turma da Corte que analisassem a possibilidade de Lula cumprir sua prisão domiciliar, já que está com uma idade avançada. Em um ato inesperado, Zanin foi contra Pertence e afirmou que o seu cliente não apresentou em nenhum tribunal o pedido para a prisão domiciliar.

Pertence está em conversa com Lula e pode deixar a defesa dele. Pelo WhatsApp, o filho do ex-ministro chegou a discutir com o casal Zanin [VIDEO] [VIDEO]. Eduardo Pertence teria falado em um grupo de conversa que seu pai é, e sempre será, maior que o casal Zanin.

Encontro com Lula

Nesta sexta-feira ficou combinado o encontro de Sepúlveda e Lula [VIDEO] [VIDEO]. O advogado lembrou que possui uma grande amizade pelo petista, mas que não tem concordado com uma desautorização feita por Zanin sobre o pedido de prisão domiciliar ao líder do PT.

Para o ex-ministro, o episódio mostrou ser uma vergonha de atitudes diante do tribunal.

Conforme informações de aliados, Lula até aceitaria cumprir a pena em casa, desde que o pedido não venha de autoria dele. Muitos membros do PT acabaram se preocupando com isso. Eles defenderam que o ex-presidente deveria aceitar isso para poder ter mais condições de participar, mesmo que indiretamente, da campanha eleitoral.

Na segunda-feira (16), o ex-ministro da Justiça, Eugênio Aragão, defendeu a proposta de Pertence como uma saída estratégica para Lula. Na prisão domiciliar, o ex-presidente poderia dar entrevistas, encontraria com os amigos, e teria mais liberdade para ações eleitorais.

Aragão ressaltou que "é melhor Lula em casa do que na Superintendência da PF em Curitiba em todos os sentidos". Em tom de brincadeira, o ex-ministro da Justiça afirmou que até para ele ver o seu amigo, é melhor que seja em São Paulo.