O deputado e presidenciável Jair Bolsonaro do PSL (Partido Social Liberal) vem enfrentando um grande dilema político-partidário: a escolha de um vice; processo esse que não deu certo da primeira vez, devido à desistência de Magno Malta do PR (Partido Republicano), que preferiu sua reeleição ao Senado. Além disso, as tratativas entre o PR e o PSL impossibilitariam a eleição de candidatos do partido de Bolsonaro (particularmente deputados).

Algo semelhante aconteceu nesta quarta-feira (18), cotado para ser vice do capitão, o General do Exército, Augusto Heleno telefonou para Jair Bolsonaro, avisando ter sido barrado pelo seu próprio partido, o PRP (Partido Republicano Progressista).

Apesar da aliança entre o então PRP, do General do Exército Augusto Heleno, e o PSL, de Jair Bolsonaro, não ter dado certo, Heleno afirmou que nem por isso perdeu o sono, já que considerava tanto sim, quanto não, ressaltando sempre o senso de missão, acima de qualquer decisão que viesse a ser tomada: "estou pronto para cumprir a missão" disse; o que no entanto não se concretizou.

Respeitado na reserva o General do Exército, Augusto Heleno já participou de diversas operações

Embora não seja político (apenas afiliado), o General do Exército tem apoiado a candidatura de Jair Bolsonaro.

Augusto Heleno já combateu, gangues de criminosos e ex-militares rebeldes em uma operação das Forças Armadas no Haiti, além de ter sido Comandante Militar da Amazônia, no ano de 2008, quando se opôs a Lula na época, na questão de demarcação de terras indígenas da reserva, afirmando haver riscos no projeto, com relação as fronteiras.

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Jair Bolsonaro Governo

As responsabilidades do General para com o Partido Republicano Progressista (PRP) não são muito "íntimas", já que Heleno é apenas um afiliado do partido e não um político, o mesmo afirmou não ser candidato a nada, e mostrou-se desinteressado a galgar qualquer cargo político que fosse no partido.

Jair Bolsonaro e o PSL tem um grande desafio pela frente

Agora, o desafio de Bolsonaro junto ao seu partido, no sentido de escolher um vice para a corrida presidencial, é mais complexo do que parece, afinal, se ele quiser mais tempo de TV terá que se coligar com partidos que tenham deputados federais, e é aí que está o problema; um exemplo disso, foi o caso com Magno Malta, como já dito anteriormente; com o PR por exemplo, o tempo de TV de Jair Bolsonaro saltaria de menos de 10 para 50 segundos.

Com o General do Exército, Augusto Heleno aparentemente fora dos interesses do PSL, Bolsonaro e seu partido, vivem o dilema entre a escolha de alguém do próprio partido que seja seu vice (como a Dr Janaína Paschoal por exemplo), ou se coligar com algum outro partido para tentar ganhar mais tempo de TV, no entanto, tendo que negociar a bancada.

Por outro lado, a presença de Jair Bolsonaro nas redes sociais tende a influenciar positivamente sua campanha na corrida presidencial, mesmo se descartado o tempo de TV.

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