Um dos principais procuradores federais que faz parte da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, Roberson Pozzobon, se manifestou após a decisão conturbada tomada pelo desembargador Rogério Favreto, do Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF4), de Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul. O membro integrante da maior operação anticorrupção já implementada em toda a história contemporânea do país ironizou a atuação do desembargador gaúcho.

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Vale ressaltar que Rogério Favreto tentou liminarmente e de modo monocrático, a soltura do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. O ex-mandatário petista encontra-se detido na Superintendência da Polícia Federal, localizada em Curitiba, no Paraná. O petista teve decretada sua prisão em meados do mês abril passado, por determinação do juiz federal Sérgio Moro. O magistrado paranaense conduz a Operação Lava Jato em primeira instância, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal da capital do estado.

Procurador ironiza atuação de desembargador

Em sua conta pessoal na rede social do Twitter, o procurador federal Roberson Pozzobon se expressou a respeito da decisão de Favreto em conceder um habeas corpus preventivo, de modo que pudesse concretizar a soltura do ex-presidente Lula. Vale lembrar que a tentativa de Favreto soltar Lula ocorreu quando o mesmo era plantonista do TRF4 no último domingo (08).

Pozzobon alfinetou ironicamente a decisão tomada por Favreto, ao afirmar que "alegação de pré-candidatura não seria motivo para inviabilizar os efeitos de condenação em segundo grau ou mesmo, ponte para liberdade".

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Ele foi ainda mais longe, ao denotar que "se assim o fosse, bastaria a qualquer dos milhares de condenados no Brasil, encontrar a um partido para que possa chamar de seu e se proclamar candidato, para que conseguisse sair da prisão".

A manifestação de Pozzobon ocorre justamente após o desembargador Favreto sofrer representações contra ele no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Porém, vale lembrar que a decisão tomada por Favreto sofreu até contestações por parte do juiz Sérgio Moro, que comanda a Lava Jato em primeiro grau, em Curitiba.

O magistrado paranaense foi contundente ao afirmar que Favreto não teria competência para implementar a soltura do ex-presidente Lula. O caso "polêmico" acabou nas mãos do desembargador relator dos processos da Lava Jato no Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF4), João Pedro Gebran Neto.

Após a decisão de Gebran pela manutenção da prisão de Lula, foi a vez do presidente do TRF4 se expressar noa autos. Carlos Eduardo Thompson Flores foi enfático ao tomar uma decisão que anulasse as investidas de Rogério Favreto no caso.

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Tanto as decisões de João Pedro Gebran Neto e Thompson Flores, serviram para a manutenção da prisão do ex-presidente Lula, divergindo frontalmente da iniciativa de Rogério Favreto pela soltura do ex-mandatário petista. Ainda de acordo com manifestações na imprensa, a decisão tomada pelo magistrado não teria lógica jurídica, mas tão somente de caráter eleitoral.

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