O general da reserva, Hamilton Mourão (PRTB), está sendo, novamente, visto como um dos nomes que podem agregar um possível Governo do pré-candidato à presidência, Jair Bolsonaro. Nesta última terça-feira, 31 de julho, houve uma reunião entre o presidente do partido, Levy Fidelix, e Mourão, sobre a possível aliança.

Anteriormente, Mourão estaria fora de cogitação para encarar a vice-presidência. No entanto, mudanças no plano frisam que a possibilidade ainda continua. Assim como Bolsonaro, Mourão se tornou um nome polêmico por ter se manifestado em diversos momentos de caos da política brasileira.

Mourão teria avaliado que os eleitores de Bolsonaro se expressam com um estilo "meio boçal" e com radicalismo.

As falas apontaram que o militar não se tornaria vice na chapa. Na época em que era militar da ativa, Hamilton Mourão demonstrava apreço por uma intervenção militar a fim de resgatar o país das mãos dos corruptos. Em certa ocasião, ele chegou a ser repreendido pelo general Villas Bôas.

Mourão declara apoio

O militar deixou claro que, pela sua vontade, a chapa com Bolsonaro já estaria fechada. Porém, o líder do partido, Levy Fidélix, teria que acertar alguns pontos com o pré-candidato. Segundo informações do portal "Estadão", Mourão disse que Levy estaria sendo "pragmático" e estas próximas Eleições têm características para partidos pequenos superarem barreiras com os grandes. O objetivo, segundo Mourão, é que a combinação entre PSL e PRTB possa angariar ainda mais votos nesta jornada.

Justificativa

Sobre as falas referentes a eleitores de Bolsonaro, Mourão se justificou.

Segundo o militar, ele se referiu aqueles apoiadores de Bolsonaro que erguem uma bandeira "extremista radicalista" que pode não soar bem para a campanha eleitoral.

Contra o PT, Mourão disse que o objetivo da parceria é superar o partido de esquerda [VIDEO] e não "copiar" a forma como agiram. O militar cita que não será positivo agressões e demonstrações de violência que ferem o direito de ir e vir das pessoas.

Críticas

O General Mourão enfatizou que concorda com as propostas de Bolsonaro. No entanto, acredita que a forma como o presidenciável trata dos temas deve ser mudada.

Janaína Paschoal também está na mira

A advogada a favor do impeachment de Dilma Rousseff [VIDEO] também se tornou um nome para parceria com Bolsonaro. No entanto, ainda não há nada acertado. Segundo bastidores, a advogada tem opiniões contrárias ao político, o que a afasta da vice-presidência.