De acordo com informações divulgadas recentemente na mídia, Aécio Neves deve não disputar a reeleição de senador por Minas Gerais. Essa foi a sinalização que o atual senador deu a parlamentares do seu estado. A justificativa é que, segundo o senador e seus aliados políticos, Aécio Neves não teria “condições políticas” para se reeleger. Pesquisas eleitorais de intenção de voto, indicam Aécio em segundo lugar, mas, por outro lado, o seu índice de rejeição é alto, o que pode inviabilizar a tentativa de um novo mandato no Senado.

A impopularidade do parlamentar é devido ao fato de que ele é réu em ação no Supremo Tribunal Federal (STF) que apura crimes de corrupção passiva e obstrução de Justiça, no “caso JBS”, em que se investiga o repasse de R$ 2 milhões de Joesley Batista, do grupo JBS. Aécio também sofre investigações em diversos inquéritos abertos no STF em casos envolvendo a Operação Lava Jato, a "Lista de Furnas", propinas supostamente recebidas nas obras de engenharia da Cidade Administrativa do governo mineiro, a publicidade no caso da rádio da família Neves.

Alternativa política de Aécio Neves:

Segundo informações, o senador deve concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados, por achar mais viável uma candidatura a deputado federal.

De acordo com o artigo da Câmara dos Deputados (“Quantos são e de que forma é definido o número de Deputados”), o estado de Minas Gerais elege 53 deputados federais. No caso do Senado, em 2018, serão eleitos 2 senadores, pois terminam mandato, o próprio Aécio Neves, do PSDB e Zeze Perrella, do MDB.

Mas também existe a possibilidade dele não concorrer nem a deputado federal.

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Conjuntura política:

Segundo os articulistas e estrategistas políticos, uma candidatura de Aécio poderia atrapalhar e inviabilizar a candidatura de Antônio Anastasia (PSDB) ao governo do estado de Minas Gerais. Portanto, o risco seria alto de perder duas vagas: uma no senado e outra no governo de Minas Gerais.

Segunda disputa com Dilma:

Numa eventual candidatura a uma vaga no senado pelo Estado de Minas Gerais, Aécio Neves disputaria com Dilma Rousseff (PT), revivendo a disputa presidencial de 2014, em que o tucano foi derrotado no segundo turno.

Tal fato, segundo comentaristas políticos, também teria influência na disputa eleitoral de Aécio.

Dilma Rousseff, que sofreu impeachment em 2016, conseguiu no Senado Federal a manutenção dos seus direitos políticos. E segundo decisão do PT, Dilma concorrerá ao Senado em Minas Gerais.

Segundo opositores mineiros, Aécio Neves terá que enfrentar na disputa a Câmara Federal, um adversário político, Rogério Correia (PT), conhecido no cenário mineiro como combatente ao "aecismo". Correia sempre foi oposição a Aécio Neves, desde quando esse era governador, e fez muitas denúncias contra o tucano.

Posicionamento de Aécio Neves:

Nessa sexta-feira (20/07), circulou na mídia que Aécio Neves só irá decidir se desiste de candidatar-se ao Senado, depois que conversar e discutir o cenário político com seu aliado Antônio Anastasia (PSDB).

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