Neste sábado (28), uma blitz realizada no bairro da Lapa, no Rio de Janeiro pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) apreendeu em um ato articulado pelo Partido dos Trabalhadores (PT) banners, adesivos, panfletos e bandeiras que sinalizavam produto de campanha em benefício do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O movimento que atraiu diversas pessoas, dentre elas, curiosos e fãs de artistas que marcaram presença em reivindicação pela liberdade do ex-presidente antes das Eleições, contou com a presença do órgão fiscalizador para impedir a propaganda eleitoral antecipada, uma vez que, o líder petista até momento, vem sendo considerado pré-candidato a Presidência da República.

O festival, intitulado como "Lula-livre" foi organizado pelo PT em apoio a Lula que se encontra cumprindo pena na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, no Paraná desde o dia 7 de abril do ano corrente. O petista foi condenado pelo juiz Sérgio Moro (responsável pela Lava Jato que investiga crimes de corrupção vinculados ao Governo Federal) a pena de 9 anos e seis meses de reclusão em regime fechado pela prática dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Insatisfeitos com a condenação de Moro, os defensores legais de Lula acionaram o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre-RS por meio de manifestação recursal para impedirem o cumprimento da sentença.

Em julgamento fundamentado pela 8ª Turma do órgão, os desembargadores decidiram pela ratificação do objeto sentencial e o aumento de pena para dose anos e seis meses de prisão.

A abordagem dos ficais do TER-RJ teve repercussão após vídeos publicados pelos próprios manifestantes petistas em diversos perfis das redes sociais.

Políticos e cabos eleitorais resolveram argumentar sobre o material de campanha alegando que os objetos não expressavam pedidos de voto em sua forma explícita.

Em uma das filmagens postadas na internet, sinalizou o deputado federal, Paulo Teixeira (PT-SP) comentando que a proibição do TRE-RJ ao inibir o material utilizado pelos manifestantes, sugere o reconhecimento legal de que Lula se tornará um candidato capaz de concorrer à Presidência da República.

Até o momento, Lula não foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), portanto, não há como definir a situação atual do ex-presidente, uma vez que, poderá ser impedido da disputa em função da Lei da Ficha Limpa, que não concede o registro eleitoral à condenados em segunda instância. O TER-RJ não quis comentar sobre as apreensões.

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