O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, será o grande responsável em julgar a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Optando pelo silêncio, Barroso acabou deixando escapar um pequeno desabafo sobre toda a ação: "Vivo as angústias do Brasil".

O ministro da Corte é o relator do pedido de Lula no TSE. A defesa de Lula tentou impedir que o caso ficasse nas mãos dele, mas a ministra e presidente do TSE, Rosa Weber, confirmou ele como o sorteado para ser o relator de tal julgamento e manteve isso.

Luís Roberto Barroso é um grande defensor da Lei da Ficha Limpa, que impede que condenados em segundo grau possam concorrer às Eleições. Lula foi acusado de corrupção e lavagem de dinheiro e condenado em segundo grau em decorrência da Operação Lava Jato, por essa razão, é considerado inelegível.

Em meio ao silêncio de suas ações, Barroso afirmou que não gosta de dizer o que fará, apenas explicar o que já fez. Antes de encerrar a conversa com jornalistas desabafou: "Vivo as angústias do Brasil".

Sessão extraordinária

Nesta sexta-feira (31), foi aberta uma sessão extraordinária para julgar a participação do ex-presidente na campanha eleitoral do rádio e da TV, além de definir vários outros assuntos referentes a sua candidatura.

O PT teme que seja vetado o direito total da imagem de Lula nas propagandas, o que causaria uma decepção entre seus membros e na busca das estratégias do partido. Entretanto, isso só é destinado àqueles candidatos que tiveram seus direitos políticos cassados, o que não é o caso dele.

Alguns especialistas analisaram o caso de Lula e disseram que um grande problema pode envolver o PT. O TSE pode punir o partido por insistir na candidatura do ex-presidente e dizer que o prazo de 10 dias para colocar outro candidato no lugar de Lula já passou. Dessa forma, o PT ficaria sem candidato.

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Lula Governo

Lula no STF

Com a possível negativa do registro de Lula, os seus advogados podem levar o caso para o Supremo. Seria uma nova tentativa de derrubar a decisão da Justiça Eleitoral, porem, o caso é bem complicado para o PT.

A defesa de Lula acionou a Corte e também pediu para que o julgamento do recurso contra a decisão de negar um habeas corpus ao petista seja presencial, e não virtual.

Na segunda-feira (27), o ministro Edson Fachin liberou para que a votação acontecesse virtualmente. Os ministros teriam entre os dias 7 e 13 de setembro para votarem pela liberdade ou não do condenado.

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