Hamilton Mourão tem sido uma figura pública bastante comentada ultimamente pela mídia em geral e nas redes sociais como um todo, estando longe de passar desapercebido dos comentaristas políticos e críticos de plantão sobre o que vem acontecendo no cenário político do Brasil.

Acontece que Hamilton é um general da reserva, filiado ao PRTB [VIDEO]e neste domingo (5), o mesmo foi anunciado como vice na chapa do também militar Jair Bolsonaro (parlamentar do PSL) na disputa pela Presidência da República, cujas Eleições se darão em outubro deste ano.

A oficialização do general Mourão como vice de Bolsonaro ocorreu no meio da convenção do PSL na Cidade de São Paulo, mais especificamente em um clube localizado na Zona Norte paulistana.

A plateia ali presente ficou um tanto desiludida, pois estava aguardando o príncipe e administrador da família imperial brasileira, Luiz Philippe de Orleans e Bragança como o novo vice de Jair depois que a advogada Janaína Paschoal desistiu da dupla. [VIDEO]

Vale frisar que a decisão pela escolha partiu do próprio Bolsonaro, sendo que o príncipe ficou sabendo de sua recusa pouco tempo antes de iniciar a convenção.

Para quem não sabe, o general Mourão é o atual presidente do Clube Militar, mas no transcorrer dos meses passados teve o seu nome veiculado pela imprensa em função das polêmicas declarações que concedeu ao falar acerca de alguns dos apoiadores de Bolsonaro, pessoas essas a quem classificou como tendo um radicalismo "meio boçal".

Aliás, polêmica é o que não falta no currículo do general, uma vez que foi afastado do cargo de secretário de Economia e Finanças do Exército, no mês de dezembro de 2017 por que falou que talvez as Forças Armadas poderiam agir no país por causa do "caos" que se instalou sem que o Poder Judiciário conseguisse resolver nada.

Além do que Mourão, em fevereiro de 2018 ao se despedir cerimonialmente do Exército, em evento realizado no Salão de Honras do Comando Militar da instituição militar, fez questão de exaltar o coronel falecido Brilhante Ustra como "herói". Acontece que Ustra é tido por muitos como torturador durante o golpe da ditadura militar em 1964 no Brasil.

Príncipe para ministro das Relações Exteriores

Bolsonaro afirmou durante o encontro deste domingo que se a chapa dele com o general for eleita, o príncipe Luiz Philippe ocupará o cargo de ministro das Relações Exteriores.

O membro da realeza brasileira é o fundador do "Movimento Acorda Brasil", e acabou conhecendo Bolsonaro três anos atrás e após isso se viram cinco vezes somente. Tanto é assim, que Orleans e Bragança admitiu que era muito pouco tempo para ele e Bolsonaro terem criado simbiose e amizade.

Outros nomes de peso do PSL

A convenção do PSL acabou oficializando também a candidatura do deputado federal Major Olimpio, dessa vez concorrendo a uma cadeira no Senado; bem como, a de Alexandre Frota, ex-ator de filmes adultos, para deputado estadual e do filho de Jair, Eduardo Bolsonaro, para concorrer como deputado federal novamente.

Bolsonaro contará com o suporte declarado de 120 mil policiais militares e movimentos de direita em todo o país [VIDEO] e justamente por esse importante detalhe foi que o deputado federal Eduardo Bolsonaro defendeu o princípio do “excludente de ilucitude” aos policiais que matarem em serviço, ou seja, os agentes da lei mesmo matando no exercício de suas funções não seriam processados criminalmente.