Na última sexta-feira, o candidato à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, afirmou que se for eleito presidente, irá tirar o país da Organização das Nações Unidas (ONU).

O presidenciável esbravejou que a ONU é uma reunião de comunistas, de gente que não tem qualquer compromisso com a América do Sul.

A manifestação de descontentamento de Bolsonaro com a instituição veio depois da recomendação feita pelo Comitê de Direitos Humanos da ONU ao Brasil no processo do ex-presidente Lula.

Publicidade
Publicidade

Para o Comitê, o país deve assegurar ao ex-presidente o direito de concorrer na eleição presidencial de outubro.

A recomendação do comitê foi uma resposta ao pedido de defesa de Lula, apresentado no mês de julho.

Bolsonaro concedeu uma entrevista por telefone a Folha, nesta segunda-feira (20). O candidato disse que mais ou menos há 2 meses falou que já teria tirado o Brasil do Conselho da ONU, não só pela instituição se posicionar contra Israel, mas também por sempre apoiar tudo o que não presta e que a recente manifestação é só mais uma prova disso.

Publicidade

O ato falho do presidenciável Bolsonaro

Bolsonaro afirma que se referiu ao Comitê de Direitos Humanos e não a ONU. O capitão da reserva disse que vomitou aquilo sem falar de Conselho de Direitos Humanos, então cometeu um ato falho. O candidato fez questão de reiterar que não teve intenção de criticar a ONU, mas sim o seu conselho.

Ao declarar que saíra do Conselho de Direitos humanos da ONU, Bolsonaro repete o ato do presidente americano, Donald Trump que há dois meses afirmou que retirará os Estados Unidos do conselho da instituição.

Não perca as últimas notícias!
Clique no tema que mais te interessa. Vamos te manter atualizado com todas as últimas novidades que você não deve perder.
Jair Bolsonaro Governo

Crise migratória de venezuelanos

A Folha ainda questionou o candidato sobre a crise migratória de venezuelanos que entram no Brasil pelo estado de Roraima. Bolsonaro defende que o Brasil deve impor uma postura mais firme ao Governo venezuelano de Nicolás Maduro.

O candidato voltou a falar em um campo de refugiados que deveria ser auxiliado pela ONU.

Segundo o candidato, a ONU deve apresentar uma solução para os refugiados. Ele afirmou que entende a posição da governadora de Roraima, Suely Campos (PP), com relação à sobrecarga dos serviços públicos estaduais com a chegada de tantos refugiados, mas não apoia o fechamento da fronteira do estado com a Venezuela.

O candidato se mostrou contrário à política de interiorização adotada pelo presidente Michel Temer, que visa à transferência voluntária de venezuelanos de Roraima para outros estados brasileiros.

Segundo o presidenciável, o próprio refugiado venezuelano prefere ficar no estado fronteiriço para manter a proximidade com o seu país de origem para um eventual retorno, quando as coisas melhorarem por lá.

No entanto, a visão do candidato não condiz com as estatísticas apontadas pelo governo brasileiro.

Publicidade

Os números mostram que a cada 10 venezuelanos, 8 preferem trocar o estado fronteiriço por outros estados do Brasil.

O centro de triagem de Pacaraima levantou os dados que tem como base as 7015 pessoas que foram acolhidas na fronteira entre os dois países entre os dias 18 de junho e 12 de agosto.

Não perca a nossa página no Facebook!
Leia tudo