A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, abriu a sessão da Corte, nesta quarta-feira (1º), com um discurso acalorado, defendendo respeito às decisões do Poder Judiciário e o compromisso com a Constituição Brasileira. A sua fala acontece num momento de grande pressão que a Corte vem tendo para que ocorra julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

De acordo com Cármen Lúcia, é inaceitável que alguém descumpra as ordens determinadas pela Justiça.

Ela ressaltou que o Brasil vive um momento conturbado, de grandes preocupações e dificuldades para o povo. Porém, admite que em tudo isso existem possibilidades.

A ministra comentou que todos devem estar revendo os seus atos e como as coisas têm sido encaminhadas. Os juízes devem ter prudências em suas decisões para que o Estado de Direito prevaleça. Disse ser inaceitável aqueles que não aceitam cumprir as ordens judiciais.

Cármen Lúcia aproveitou o momento em que a Constituição completa 30 anos de vigência para enaltecer a democracia no Brasil. Ela pede a força de todos e a responsabilidade em prol de um país mais firme.

Momento de tensão

Os dizeres da ministra acontecem num momento de grande pressão vivido pela Corte. O Supremo, há três semanas, tem sido palco de manifestações e protestos que pedem a libertação de Lula.

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Polícia Lula

O ex-presidente está preso na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba. Ele foi condenado a 12 anos e um mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, atribuídos a recebimento de propina da construtora OAS por meio de um tríplex no Guarujá;

Nesta terça (31), um grupo de seis pessoas deu início a uma greve de fome como uma forma de pressionar ações da Corte em prol de Lula. Eles ficaram em frente ao prédio do STF, e a polícia foi chamada para tirá-los de lá.

Na semana passada, um outro episódio mostrou a indignação deles com os ministros da Corte. Os manifestantes jogaram tinta vermelha no Salão Branco da Corte.

Libertação de Lula

Nesse mês, o STF pode julgar alguns recursos impetrados pela defesa do ex-presidente que pedem a sua liberdade. A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, já entrou com uma manifestação na Corte pedindo para que não seja aceito esses recursos.

Ela chegou a dizer que a atuação de Lula mostra omissão diante de todos os casos que envolveram o roubo dos cofres públicos na Petrobras. Segundo a procuradora, Lula estaria orquestrando todo o esquema

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