De acordo com informações do jornal O Globo, o juiz federal Sérgio Moro afirmou, em sua defesa ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que soltar da cadeia o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva provocaria uma "situação de risco". Por essa razão, justifica a sua postura diante da ordem dada pelo desembargador Rogério Favreto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que estava de plantão no dia 8 de julho.

Segundo o magistrado da Lava Jato, esse não foi o primeiro e nem o único ato processual acontecido mediante suas férias. O juiz também ressaltou que a jurisprudência dos tribunais superiores permite que sejam tomadas ações de casos urgentes quando se está de férias.

Moro decidiu enviar a sua defesa ao CNJ por conta própria, dispensando advogados. O jornal O Globo teve acesso ao documento de oito páginas assinado por ele.

Moro comentou que estava diante de uma situação urgente e que coube a ele transmitir o que estava acontecendo ao relator da Lava Jato no TRF-4 e a todas as partes envolvidas na ação penal do ex-presidente.

Em sua defesa, Moro comentou sobre a bagunça que existiu no cumprimento da prisão do líder do PT, no dia 7 de abril, e queria evitar que isso voltasse a acontecer. Ele citou a resistência do ex-presidente, que estava cercado por militantes tentando impedir a ação dos agentes federais.

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Sergio Moro Lula

O magistrado também reiterou que mesmo que Lula fosse solto naquele domingo, o relator da Lava Jato no TRF-4, desembargador João Gebran Neto, voltaria a pedir a prisão dele, o que poderia causar mais resistência por parte de seus aliados. Moro lembrou que na primeira vez a ordem de prisão foi expelida no dia 5 de abril, mas só foi cumprida no dia 7.

Autoridade incompetente

Sérgio Moro falou que se Lula fosse solto, tudo poderia acontecer novamente.

O magistrado enalteceu a paciência e conduta dos agentes federais. Por essa razão, impedir a decisão de uma autoridade que, segundo ele, não possuía a competência para tomar aquela decisão foi a melhor forma de se evitar novas confusões e possíveis tragédias. O desembargador Favreto tinha ordenado a soltura de Lula após um pedido de deputados petistas e aproveitou o seu plantão para fazer a determinação à PF.

Férias

O magistrado de Curitiba também afirmou que não estava fora do país ao agir nesse caso, durante suas férias. O juiz foi alvo de notícia equivocada de agentes políticos.

Para confirmar que sua atuação nas férias está dentro das normas da Justiça, Moro citou casos que envolvem os tribunais superiores.

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