Em entrevista concedida nesta quinta-feira (2) ao canal de TV por assinatura GloboNews, o pré-candidato à Presidência da República, Geraldo Alckmin (PSDB), disse que, caso seja eleito, irá avaliar se vai manter em funcionamento o Ministério do Trabalho. Ele também se posicionou contra a cobrança do imposto sindical.

“É uma ideia (de extinguir o Ministério) que nós estamos amadurecendo”, disse o tucano, sem mencionar quem ficaria responsável por gerir as questões trabalhistas.

Dentre outras funções do Ministério do Trabalho, estão definir e gerir as políticas de geração de emprego e de modernização das relações de trabalho.

A fala sobre por fim ao MT sucedeu uma declaração a qual ele se coloca contra a cobrança do imposto sindical, o qual classifica como absurdo. "Imposto sindical é absurdo. [...]não voltará, nós somos contra”, afirmou, para então citar o Ministério do Trabalho.

Para ele, o governo deve interferir o menos possível nas relações entre trabalhadores e sindicatos. “É um assunto deles, dos trabalhadores, eles que vão decidir", disse, se referindo a forma como os sindicatos sobreviverão com o fim da cobrança do imposto.

Ele também defendeu a posse de arma para moradores de zonas rurais, lembrando que até os 16 anos de idade morou em área rural e que não havia viaturas passando na porta de casa e telefone para pedir ajuda.

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“Eu defendo pelas circunstâncias da zona rural”, afirmou.

O ex-governador também negou que haverá aumento de impostos e defendeu um corte nos gastos, inclusive fazendo uma reavaliação dos incentivos fiscais. “Eu sei cortar gasto. Vou passar a tesoura. Tem que caber dentro do PIB”.

Escolha de Ana Amélia para vice

Na mesma entrevista, o ex-governador de São Paulo também falou sobre outros temas, como a escolha de Ana Amélia para ser sua vice-presidente.

O anuncio oficial deve acontecer apenas após o PP resolver questões regionais. No Rio Grande do Sul, o partido da senadora havia declarado apoio a candidatura de Jair Bolsonaro. Geraldo teceu vários elogios à senadora, afirmando que ela é “extremamente séria, dedicada e competente”.

Para especialistas em política, a escolha da senadora gaúcha mostra que o PSDB está querendo os votos dos eleitores que simpatizam com o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, principalmente aqueles de perfil mais conversador.

Outro ponto a ser explorado pelo tucano é a presença de Ana na bancada ruralista, o que significaria para o PSDB uma tentativa de reconexão ao campo. Assim como o que foi demostrando por Alckmin na entrevista ao GloboNews, ela também defende a posse de armas para as pessoas de zonas rurais. Além disso, ela também é bem vista pelos membros do Movimento Brasil Livre (MBL), que liderou protestos contra a ex-presidente Dilma Rousseff.

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