O presidente da República Michel Temer autorizou na terça-feira (28) a presença das Forças Armadas na fronteira entre Brasil e Venezuela. A medida visa reforçar a segurança dessa região, uma vez que já faz 11 dias do primeiro conflito ocorrido entre venezuelanos e brasileiros. O exército fará presença na cidade de Pacairama, última província brasileira antes de entrar na Venezuela.

No entanto, a governadora do estado de Roraima, Suely Campos, do PP, criticou o decreto assinado pelo presidente.

Para ela, a presença das Forças Armadas é "insuficiente". Ela disse que já havia feito o pedido desde 2017, no entanto, não foi atendido. Além disso, também diz que só a presença do Exército é insuficiente para amenizar os efeitos da crise migratória, pois com a elevada entrada de venezuelanos no país, o problema não se restringe apenas à segurança, mas sim à saúde e à educação.

Em conversa com o ministro da Defesa, Silva e Luna, a governadora solicitou o ressarcimento de R$ 184 milhões e a construção de uma unidade hospitalar na capital Boa Vista (RR), para ajudar a tirar o gargalo das altas demandas do estado.

A governadora solicitou também a reforma da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo e a ajuda da Força Nacional de Segurança.

No ofício enviado pelo Governo de Roraima, a GLO (Garantia da Lei e da Ordem) explica também que a presença do Exército na fronteira com a Venezuela vai ajudar a combater o tráfico de drogas e armas. Os venezuelanos estão fazendo trilhas na mata e traficando em Pacairama.

Juliano Torquato, prefeito de Pacairama, também reforçou o pedido das forças federais.

Não perca as últimas notícias!
Clique no tema que mais te interessa. Vamos te manter atualizado com todas as últimas novidades que você não deve perder.
Governo Michel Temer

Ao contrário do que solicitou a governadora, Juliano pediu o reforço nacional dentro da cidade, "para garantir a lei e a ordem, e não nas estradas e fronteiras". "O que solicitamos não foi atendido. Precisamos das Forças Armadas na rua", disse.

O decreto assinado pelo presidente Michel Temer ocorreu na terça-feira (28) e tem vigência até 12 de setembro. A GLO é uma medida que permite a presença das forças federais. No entanto, não é tão drástica como uma intervenção militar. A diferença é que na GLO os militares não têm poderes civis.

Problema na Venezuela

O êxodo migratório que a Venezuela sofre vem afetando todos os países vizinhos. Peru, Colômbia e Equador já se reuniram para discutir essas questões. O ministro de Segurança Pública, do Brasil, Raul Jungmann, lamentou que essa é "a nossa pior crise", se referindo à crise humanitária.

A Venezuela vive instabilidade política e econômica. Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), a inflação no país poderá chegar aos 1.000% até o final de 2018.

Não perca a nossa página no Facebook!
Leia tudo