A possível não candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva, além do bom de desempenho de Jair Bolsonaro (PSL) nas pesquisas eleitorais, pode fazer com que pela primeira vez, desde 1990, a disputa presidencial não seja polarizada entre PSDB e PT. Desde as eleições de 1994, quando Fernando Henrique Cardoso, muito em função da popularidade que ganhou com o Plano Real, derrotou Lula ainda no primeiro turno, os dois partidos ou duelaram no segundo turno ou elegeram candidatos ainda no primeiro turno.

O ano de 1994 marcou a segunda eleição direta após o fim da ditadura e também a primeira depois do impeachment de Fernando Collor de Mello. Derrotado pelo ex-presidente na eleição anterior, Lula era líder das pesquisas no começo daquele ano, porém com a implantação do Plano Real, que controlou a inflação, o então ministro da economia Fernando Henrique se lançou candidato pelo PSDB e venceu o pleito com 54,24% dos votos válidos, contra 27% do petista.

Quatro anos depois, quando já era possível a reeleição, FHC construiu uma grande base aliada e voltou a vencer no primeiro turno, mas com uma diferença menor para Lula, tendo 53% dos votos contra 31,7% do candidato do PT, que amargava sua terceira derrota consecutiva.

Sem ter que enfrentar Fernando Henrique em 2002, Lula finalmente conseguiu se eleger presidente, derrotando José Serra, no segundo turno, onde obteve 61,27% dos votos, contra 38,7% do ex-Ministro da Saúde.

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Quatro anos depois, quando foi a vez de Lula tentar a reeleição, o escolhido pelos tucanos foi o governador de São Paulo Geraldo Alckmin. Em meio ao escândalo do mensalão, a disputa se arrastou para o segundo turno, onde a diferença entre os adversários foi menor que na eleição anterior. Lula foi reeleito com 60,8% dos votos, enquanto que Geraldo teve 39,1%.

Sem a possibilidade de Lula concorrer a um terceiro mandato, em 2010 o PT lançou Dilma Rousseff, já tendo Michel Temer como vice, explorando de forma exaustiva a popularidade do presidente, além de contar com seu maciço apoio, derrotou o tucano em mais um segundo turno na disputa mais apertada entre os partidos até então, com Dilma tendo 56% dos votos e Serra 43,9%.

Na eleição passada, com Dilma novamente contando com o apoio de Lula, mas com a imagem do governo desgastada por conta dos protestos de 2013, a diferença foi ainda menor. Em 2014 o PSDB decidiu apostar em Aécio Neves e o resultado foi o mais apertado ainda, com Dilma tendo 51,6% dos votos válidos e o tucano com 48,3%.

Em 2018, mesmo que Lula consiga o direito de sair candidato, muitos dos eleitores do PSDB migraram sua preferência para Jair Bolsonaro e, mesmo sem o ex-presidente no páreo, as pesquisas mostram uma situação muito complicada de Geraldo Alckmin na disputa deste ano.

No último levantamento feito pelo Ibope e divulgado no início desta semana, mesmo em um cenário onde não irá confrontar Lula, o tucano é apenas o quarto colocado com 6% dos votos. À frente dele estão Bolsonaro com 17%, Marina Silva (REDE) com 13% e Ciro Gomes (PDT) com 8%. Com Lula na disputa, o segundo turno teria o embate entre o petista e o pré-candidato do PSL.

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