Depois de muitas especulações e desistências, o candidato do PSL à Presidência da República finalmente decidiu quem será se candidato a vice. O escolhido por um dos líderes nas pesquisas de intenção de voto é o general da reserva Hamilton Mourão (PRTB). Quarta opção para ocupar o posto, Mourão, dentre outras coisas, causou polêmica ao sugerir uma intervenção militar no Brasil.

Com o acerto com o PSL o presidente nacional do PRTB, Levy Fidelix, retirou sua candidatura à presidência e agora concorrerá a um cargo de deputado federal.

Depois de participar da convenção do partido, em São Paulo, Bolsonaro comentou a escolha de seu candidato a vice, quando buscou desassociar um pouco de suas patentes militares. “No momento, eu deixo de ser capitão, o general Mourão deixa de ser general”, disse o candidato ao lado de seu novo vice e também de Fidelix. “Nós passamos a ser a partir de agora soldados do nosso Brasil”, completou.

Mourão também discursou e em sua fala defendeu um governo que não seja um balcão de negócios, com austeridade, honestidade, sem corrupção e com “eficiência gerencial”, além de um relacionamento republicano com os demais poderes.

Quarta opção

O nome do General Mourão não foi nem a primeira, segunda ou terceira opção do PSL para compor a chapa com Jair Bolsonaro. O primeiro nome aspirado para ser vice de Bolsonaro foi senador Magno Malta (PR), que recusou. O segundo da lista foi o general Augusto Heleno, do PRP, que também preferiu não aceitar o convite. A advogada Janaína Paschoal, do PSL, alegando questões particulares, também preferiu se manter fora da disputa.

Um nome que também chegou a ser falado foi o do príncipe Luiz Philippe de Orleans e Bragança, mas no final o nome de Mourão acabou sendo o escolhido.

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Jair Bolsonaro Eleições

Alckmin mira eleitores de Bolsonaro, mas sem atacar adversário

Ainda sem conseguir números expressivos nas pesquisas eleitorais, até mesmo no estado de São Paulo, o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, busca reconquistar parte do eleitorado de direita, que migrou para o candidato do PSL, Jair Bolsonaro.

De acordo com pesquisas feitas pelo partido, um terço dos eleitores de Bolsonaro enxerga no tucano uma segunda opção de voto.

Agora o partido busca uma estratégia para conquistar esses eleitores, sem atacar diretamente seu adversário, e consequentemente, seus simpatizantes.

Na última pesquisa para presidente do estado de São Paulo, em um cenário sem considerar a presença do ex-presidente Lula, Alckmin e Bolsonaro apareciam tecnicamente empatados, com o tucano tendo ligeira vantagem, com 19% dos votos contra 16% do candidato do PSL.

Com Lula, a situação se inverte, com Bolsonaro aparecendo com 18% e Alckmin 15%.

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