Na manhã de quinta-feira, 02 de agosto de 2018, a advogada e professora de Direito da USP, Janaína Paschoal, publicou na conta do seu Twitter (@janainadobrasil) três menções a Ciro Gomes [VIDEO]. Janaína Paschoal fez referência à entrevista concedida pelo presidenciável ao canal Globo News, na quarta-feira, dia 1º de agosto de 2018. Segundo a advogada, ela não votaria em Ciro Gomes, mas ainda assim reconheceu a importância de parte da entrevista dada pelo candidato e pediu licença para quebrar o protocolo e elogiar o presidenciável.

Janaína Paschoal deixou bem claro que não votaria em Ciro por dois motivos cruciais: primeiro, pelo fato dele ter um histórico de apoio ao Partido dos Trabalhadores e o fato de Ciro [VIDEO] acreditar que Lula é um preso injustiçado.

É notória a crítica da advogada ao PT, inclusive, ela foi autora do processo que deflagou o impedimento e afastamento de Dilma Rousseff da presidência da República em 2016.

Janaína destacou que Ciro, ao apoiar o PT, não devia ter confiado em cobra. Isso porque o presidenciável Ciro Gomes perdeu apoio político do PSB, porque esse aliou-se ao PT em diversos estados, isolando o candidato no cenário competitivo eleitoral.

Veja abaixo o tweet de Janaína:

Elogiar adversário: "porque não?", questionou a advogada

Em seu segundo comentário no Twitter, Janaína Paschoal disse diretamente que elogiava Ciro Gomes por parte de sua entrevista.

Prevendo questionamentos, já que a advogada é uma das mais cotadas para ser a vice na candidatura presidencial de Jair Bolsonaro, ela fez um questionamento àqueles que podiam ir contra sua declaração, interrogando o porquê não podia fazer esse elogio.

Segundo Paschoal, as pessoas precisam romper essa barreira e ultrapassar só aquilo que é dito dentro do seu "timinho". Vale lembrar que em seu discurso no lançamento da candidatura de Bolsonaro, Janaína Paschoal pregou diálogo e possibilidade de buscar apoio com aqueles que não pensam exatamente com a posição política do partido, sendo necessário construir uma candidatura com mais amplitude e extensão e, assim, ter mais alcance político.

Veja abaixo o post de Janaína Paschoal:

Processos por denunciar corrupção

Em seu terceiro post, Janaína Paschoal comentou a parte da entrevista em que Ciro diz que a maioria dos seus 70 processos são oriundos de denúncias que ele fez contra praticantes de corrupção.

Destacou a advogada a lógica errônea que existe no Brasil, em que quem é corajoso para denunciar malfeitos na esfera pública e política acaba sendo alvo de processos em razão da sua atuação.

Veja:

Repercussão e críticas

Conforme destacou a imprensa, Janaína Paschoal foi alvo de críticas de apoiadores de Bolsonaro, que apontaram a ingenuidade da professora. Muitos também criticaram o uso da expressão "timinho" usado pela professora quando ela se referia ao pensamento restrito do grupo de apoio e não aberto a ver positividades em outros lugares fora do seu meio.

Na manhã dessa sexta-feira, 03 de agosto de 2018, Janaína Paschoal deu Bom Dia no seu Twitter questionando aos seguidores e críticos. Indagou a professora se caso ela elogiasse uma música de Caetano Veloso ou um filme de Wagner Moura, ela seria classificada como "traidora". A publicação rendeu mais de 2 mil comentários em menos de 10 horas. Novamente, os seguidores de Bolsonaro criticaram a postura de Paschoal e apontaram críticas aos artistas citados na publicação, considerando-os "esquerdistas" e apoiadores de ideologias combatidas pelo presidenciável.

Veja a publicação abaixo: