A PGR (Procuradora-Geral da República) quer desenterrar inquéritos de dois deputados federais e um ex-governador arquivados pelo ministro Dias Toffoli. Raquel Dodge quer que Toffoli venha reconsiderar sua decisão de ter arquivado os tais inquéritos que foram abertos ainda no ano passado (2017). Segundo a Agência Brasil, os inquéritos foram arquivados por Toffoli à pedido da defesa dos políticos, o ministro por sua vez, acatou o pedido de ambas as defesas, os inquéritos referem-se a acusações contra os deputados: Daniel Vilela do MDB-GO (Movimento Democrático Brasileiro), Bruno Araújo do PSDB-PE (Partido da Social Democracia Brasileira) e o ex-governador Maguito Vilela, de Goiás.

Para quem não sabe, no termo jurídico, a palavra inquérito implica em um conjunto de atos ou diligências que tem por objetivo apurar a verdade e veracidade dos fatos alegados, e é exatamente o que a PGR, procuradora Raquel Dodge quer fazer, em relação ao arquivamento do ministro Dias Toffoli, com isso, espera-se que sejam apurados os fatos, com relação aos acusados, tanto os deputados quanto o ex-governador, citados no inquérito, e arquivados por Toffoli que acabou por ouvir suas respectivas defesas.

Os casos envolvem o grupo Odebrechet e consequentemente aludem a Lava Jato.

Inquéritos arquivados por Toffoli apontam suspeitas de caixa 2 da Odebrechet e demais atos infracionários na Lava Jato

Segundo informações da Agência Brasil, Dias Toffoli arquivou os inquéritos sob a máxima de que tais causavam prejuízo e constrangimento aos acusados, sem que houvessem indícios de crimes contra os citados, mesmo que tais fossem mínimos.

No inquérito, Bruno Araújo consta como investigado da Lava Jato por lavagem de dinheiro e Corrupção passiva.

Não perca as últimas notícias!
Clique no tema que mais te interessa. Vamos te manter atualizado com todas as últimas novidades que você não deve perder.
Lava Jato Governo

Já Daniel Vilela e o pai Maguito Vilela são suspeitos de caixa 2, somando R$ 2 milhões da Odebrechet, isso de 2012 a 2014.

Dodge pediu que o STF (Supremo Tribunal Federal) dê continuidade ao caso em primeira instância.

Raquel Dodge contrapõe decisão do arquivamento de Dias Toffoli e pede reconsideração do ministro

Apesar da manifestação e interesse da procuradora Raquel Dodge em querer desenterrar os inquéritos arquivados por Toffoli, a decisão não cabe a ela, mas sim, ao MPF (Ministério Público Federal), que cuida da parte da acusação penal, o fato, foi reconhecido por ela, que no entanto "cobrou" do órgão a responsabilidade que lhe cabe, quanto ao caso.

Em contrapartida a decisão do arquivamento dos inquéritos também não cabe ao ministro Dias Toffoli, como o mesmo fez. Por documento escrito, a PGR negativou a ação do magistrado de se intrometer em mérito de investigação e citou que no espaço de formação da Opinio delicti (Suspeita de crime), o MPF (Ministério Público Federal) é quem tem a atuação de modo exclusivo; em outras palavras, o Ministério Público deve agir sem interferência.

A PGR também recorreu da soltura de José Dirceu, solto por Dias Tofolli.

Não perca a nossa página no Facebook!
Leia tudo