Nesta última terça-feira, 31 de julho, o ministro do Superior Tribunal Eleitoral, Luiz Fux, comentou sobre a situação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas próximas eleições presidenciais [VIDEO]. Conforme sabemos, a defesa de Lula tenta, a todo custo, fazer com que o condenado seja pré-candidato. Para isso, diversos pedidos de habeas corpus e recursos no Supremo Tribunal Federal já foram enviados. O também ministro do STF, Fux, enfatizou que Lula não pode "forçar a situação".

Mesmo não citando claramente Lula, Fux deu as declarações após ser citada a estratégia dos petistas nestas eleições. Luiz Fux se manifestou, dizendo que um político enquadrado na Lei da Ficha Limpa "não pode forçar uma situação, se registrando, para se tornar um candidato sub judice".

Desde que assumiu a liderança do TSE, o ministro apresentou o entendimento de que condenados em segunda instância não podem se tornar elegíveis.

Condenados em segunda instância não têm chances

Luiz Fux defende que condenados em segunda instância têm uma situação jurídica definida. Ou seja, já está claro que a possibilidade de se candidatar é das menores. Como Lula foi condenado pelo Tribunal Regional Federal da 4° Região a 12 anos e um mês de cadeia, mantendo assim a condenação dada em primeira instância, sua situação não é propicia para que seja candidato à Presidência da República.

Segundo informações de integrantes da Corte Eleitoral, em caráter anônimo, o TSE poderá julgar o registro da candidatura de Lula até o final do mês de agosto, antes do início da propaganda eleitoral. O horário eleitoral se iniciará em 31 de agosto.

O primeiro turno da eleição presidencial ocorreá no dia 7 de outubro.

A única maneira do PT conseguir colocar Lula [VIDEO]na corrida eleitoral é com a aprovação de um recurso liminar que suspenda a inelegibilidade. No entanto, o caso não é fácil e a condenação em tribunais e recursos negados colocam Lula com as menores chances possíveis para a pré-candidatura. Segundo o PT, até o dia 15 de agosto, será registrada a candidatura do ex-presidente preso. Um plano B petista ainda não foi anunciado.

PGR se manifesta

A procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, indicou que a Procuradoria irá pedir a impugnação da candidatura de Lula. Além do mais, foi enfatizado que o Ministério Público irá pedir o ressarcimento de recursos públicos que tenham financiado candidatura de políticos inelegíveis.