Raul Jungmann, Ministro da Segurança Pública, definiu que a crise dos refugiados no norte do Brasil "é a nossa maior tragédia". A crise dos imigrantes venezuelanos já é considerada a maior tragédia humanitária da história brasileira. "Nas nossas fronteiras, nunca tivemos algo similar, semelhante", lamentou o ministro.

Na fronteira do Brasil, o impacto da imigração é mais sensível e muito maior, ainda mais com os problemas já enfrentados em Roraima (RR), disse o ministro em entrevista à Radio Eldorado.

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O primeiro posto de atendimento em Pacairama foi posto pelo Governo federal para atender os primeiros venezuelanos que chegaram.

Pacairama fica na fronteira entre Brasil e Venezuela. Segundo o ministro, nove abrigos já estão em funcionamento e mais um está sendo construído em Boa Vista (capital de Roraima). Com isso, as vagas vão se expandir para 5 mil, atendendo assim aos imigrantes que chegam.

820 pessoas já foram interiorizadas para todo o Brasil, desde o início do ano.

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Elas serão enviadas para diversas partes do país, de acordo com o ministro. Como exemplo, 646 imigrantes venezuelanos desembarcarão no Rio Grande do Sul, como parte do projeto. Eles serão transferidos por um avião da FAB a partir do dia 6 de setembro. Desses 646, 425 serão transferidos para três prédios em Canoas e o restante será enviado para Esteio. A ONU, o governo federal e dois municípios selaram a parceria.

O ministro disse que a expectativa era interiorizar cerca de 2.500 pessoas. Nos abrigos, há capacidade para absorver com dignidade cerca de 5.500 pessoas.

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Governo

A crise humanitária e o êxodo que se vê na Venezuela estão sendo discutidos

Países como Colômbia, Peru e Equador se reúnem nesta terça-feira (28), no segundo dia de discussão sobre propostas para a crise humanitária. A reunião acontece em Lima. O objetivo é criar soluções para conter ou até mesmo abrigar esses refugiados. Nos últimos 16 meses a Colômbia já recebeu cerca de 1 milhão de venezuelanos. Desde 2015, cerca de 1,6 milhão pessoas deixaram a Venezuela.

O país atravessa uma grave crise, com a inflação sendo prevista para chegar no patamar de 1.000% até o final de 2018, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI). Apesar de ser um dos países mais ricos da América do Sul, a Venezuela não consegue conter a saída em massa de seu povo. Segundo a Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), o Brasil é o segundo destino mais procurado pelos venezuelanos, atrás dos Estados Unidos.

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