Em nota pública, o juiz federal Sérgio Moro se recusou a responder se aceitaria ou não o convite do candidato à Presidência do Brasil, Álvaro Dias (Podemos), para assumir o Ministério da Justiça, caso ele fosse eleito. Segundo o juiz, seria errado da parte dele se manifestar sobre isso, já que poderia causar interpretações erradas sobre possíveis insinuações político-partidárias. O candidato do PSOL à presidência, Guilherme Boulos, ironizou a "não resposta" de Moro dizendo: "De infidelidade, os tucanos não podem acusá-lo".

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No debate ocorrido nesta quinta-feira (09), o candidato do Podemos afirmou que quer institucionalizar a Operação Lava Jato, colocando ela como um tipo de tropa de elite contra a corrupção. "O Brasil voltará a ser sério", disse Dias. O candidato mostrou que a sua bandeira no governo será o combate à corrupção e que Sérgio Moro já foi convidado para assumir o ministério da Justiça.

Guilherme Boulos, um dos defensores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, insinuou que Moro fosse ligado ao PSDB, notícia que já foi desmentida e se tratou de fake news divulgada pelo blogueiro Miguel Baia Bargas, que chegou a ser condenado a 10 meses e 10 dias de detenção em regime aberto, inicialmente.

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Porém, Boulos ainda acredita que o juiz da Lava Jato protege membros do PSDB.

Um outro candidato que também rebateu Álvaro Dias foi Ciro Gomes. O candidato do PDT lembrou que o juiz recebe auxílio-moradia tendo um imóvel próprio.

Nota de Moro

Sérgio Moro comentou, em nota, que foi procurado por muitos jornalistas que queriam saber se ele iria aceitar o convite de Álvaro Dias. O magistrado afirmou que reputa inviável no momento comentar sobre isso.

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Segundo ele, uma recusa ou uma aceitação poderiam ser interpretadas como preferências políticas e o juiz sabe que não pode se expôr sobre seus anseios políticos.

Debate

No debate, os candidatos acabaram não se confrontando com muito rigor. Um dos poucos momentos tensos foi quando Jair Bolsonaro foi acusado de racista e homofóbico pelo candidato do PSOL. Ao responder, o ex-capitão preferiu ignorar e disse que não veio no debate para discutir com pessoas desqualificadas.

No intervalo dos blocos, os dois chegaram a se estranhar nos bastidores com olhares sérios. Um pedido de resposta chegou a ser pedido por Bolsonaro, mas como já estava na sua vez de falar, o pedido acabou sendo o seu tempo de resposta. Boulos também pediu um direito de resposta contra Bolsonaro, mas a direção do programa negou o pedido, afirmando que ele não foi ofendido.

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