A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que reconsidere uma decisão da Segunda Turma que enviou à Justiça Eleitoral depoimentos dos marqueteiros João Santana e Mônica Moura, que informaram que a presidente cassada Dilma Rousseff teria praticado suposto caixa dois nas campanhas presidenciais de 2010 e 2014.

O vice-procurador-eleitoral, Luciano Mariz Maia, defende que o juiz da Lava Jato seja responsável por esse caso, já que as investigações envolvem vários repasses feitos pela Odebrecht.

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De acordo com ele, mesmo que os termos apontem que foi praticado crime eleitoral em conexão com crimes comuns, não pode existir competência exclusiva da Justiça Eleitoral. Para ele, a Justiça Federal também deve apurar o caso.

No começo, esse inquérito chegou a estar nas mãos de Moro, por determinação do ministro Edson Fachin. Porém, o ex-ministro de Dilma e do ex-presidente Lula, Guido Mantega, recorreu da decisão e pediu que o processo não fosse para Moro. A sua defesa queria que ficasse no Supremo ou fosse para a Justiça Federal de São Paulo ou do Distrito Federal.

Toffoli decide

O ministro Dias Toffoli decidiu, com a ajuda dos seus colegas de tribunal da Segunda Turma, levar o caso de Dilma para a Justiça Eleitoral. Concordaram com ele os ministros: Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes. Nesse dia, Celso de Mello esteve ausente, e o ministro Fachin foi voto vencido.

Acusações

Os marqueteiros da campanha da petista afirmaram que a ex-presidente tinha total conhecimento dos repasses feitos pela construtora Odebrecht para a sua campanha.

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Segundo eles, através de caixa dois, foi pago R$ 35 milhões a eles pela campanha presidencial de Dilma, em 2014. Ainda teve mais R$ 70 milhões que foram pagos com recursos declarados.

Mônica Moura informou aos investigadores que o dinheiro em espécie ou transferidos por meio de conta na Suíça foram realizados por meio da Odebrecht.

Atualmente, Dilma foi lançada como candidata ao senado em Minas Gerais. No evento em que foi confirmada a sua candidatura, foram feitos vários ataques ao PSDB, principalmente ao senador Aécio Neves.

Em um carta divulgada do ex-presidente Lula, o líder do PT afirma que Aécio não tentará o Senado com medo de ter que enfrentar Dilma.

A primeira disputa mano a mano entre Dilma em Aécio, em 2014, pela presidência da República, a petista se saiu melhor e foi eleita ao cargo.

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