Em Buenos Aires, um grupo da Polícia Federal da Argentina realizou buscas na residência da Senadora e ex-presidente Cristina Kirchner (2007-2015). O juíz Claudio Bonadio autorizou a operação após a votação do Senado, que inclusive, teve o voto da própria Cristina para que investigassem sua residência. No total, 67 senadores votaram pela investigação. A polícia fechou todo o edifício nas primeiras buscas.

O juíz ordenou buscas nas três casas de Kirchner, pois a operação investiga o pagamento de milhões em propina em troca de contratos de obras públicas. Além de Buenos Aires, a polícia investiga as residências em Río Gallegos e El Calafate.

Após o início dos procedimentos, o advogado de Kirchner, Carlos Beraldi, informou que a polícia pediu que ele se retirasse do interior do apartamento. "Vamos pedir nulidade de todo o procedimento", disse o advogado ao jornal La Nación.

"Estamos diante de uma farsa. Começaram a filmar e a se comportar de maneira ilegal", continuou.

Cristina Kirchner havia pedido que o uso de câmeras em seu apartamento fosse proibido. Ela disse estar disposta a permitir as revistas, no entanto, não queria sua intimidade exposta. Também quis seu advogado e pelo menos um senador para acompanhar as revistas. O pedido feito foi apoiado por congressistas, pois assim há o resguardo de sua intimidade.

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Polícia

Investigação

Na chamada "Lava-jato argentina", Cristina Kirchner foi chamada para depor pelo juiz Claudio Bonadio. Ela já havia sido investigada um vez, pelo mesmo juiz, por um suposto pacto secreto com o governo do Irã. Agora, ela é investigada pelo recebimento de propina para ceder contratos de obras públicas. Da investigação, ela é a pessoa do mais alto escalão do governo a ser investigada.

O valor do "caderno de propinas", nome dado aos supostos pagamentos feitos por empresários importantes, chega aos US$ 160 milhões.

Tudo começou quando Oscar Centeno, ex-motorista do Ministério do Planejamento, decidiu delatar. Segundo o que foi dito, ele transportou, por dez anos, sacolas carregadas de milhões de dólares.

O juiz Bonadio mandou a polícia revistar as residências da ex-presidente para ver se as descrições conferiam com o que foi delatado por Oscar. O juiz quer encontrar pistas de onde está o suposto dinheiro entregue em espécie.

A confissão de diversos empresários, na condição de arrependidos, se somaram ao depoimento do ex-motorista. Recentemente, alguns ex-funcionários do governo Kirchner também confessaram envolvimento.

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