Ciro Gomes continua sua campanha pela cidade de São Paulo e falou mais sobre sua proposta para tirar o nome dos brasileiros do Serviço de Proteção de Crédito (SPC). Neste domingo (26), em meio a uma feira popular de Itaquera, zona norte de São Paulo, o candidato batizou seu programa de "Nome Limpo".

Ciro explica que o programa não distribuiria dinheiro, mas refinanciaria as dívidas dos brasileiros com nome sujo.

O presidenciável também criticou aqueles que estão falando mal de seu projeto. Segundo Ciro, esses críticos têm "horror ao povo" e afirmou que não está promovendo o Nome Limpo para ser populista. Ele ainda criticou o hábito que os brasileiros têm de colocar defeitos em programas criados para pessoas pobres.

Segundo Ciro, as dívidas do SPC seriam negociáveis a valores mais atraentes para os endividados após um refinanciamento.

Ele explica que, mesmo já conseguindo 80% de desconto em cima de uma dívida, o brasileiro se vê inapto a limpar seu nome por não ter os 20% necessários para dar a vista em um possível acordo. O presidenciável lamenta que o Brasil já tenha dispensado cerca de R$ 300 bilhões pela falta de negócio com os endividados. Há cerca de 63 milhões de endividados no SPC, segundo as contas de Ciro.

O repúdio ao MDB

Questionado por repórteres se aceitaria o apoio do MDB, partido do atual presidente Michel Temer, caso vencesse as Eleições, Ciro enfatizou seu repúdio pelo partido.

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Eleições

O candidato afirmou que seu partido colocará os corruptos para correr e que os primeiros da lista seriam a cúpula do MDB.

Além de falar sobre o partido do presidente, Ciro ainda criticou alguns de seus adversários na corrida pela presidência. De acordo com o pedetista, o eleitor deve tomar cuidado com os outros candidatos e ficar atento ao passado deles. O candidato apontou Henrique Meirelles e Geraldo Alckmin como apoiadores de Michel Temer, já que ambos concordam com as ideias do atual presidente. Por fim, Ciro declarou que acreditará na inteligência do povo para votar.

O cartel dos bancos

O pedetista garantiu mais uma vez que lutará para acabar com o "Cartel dos Bancos". De acordo com ele o setor tem pouca concorrência no Brasil, o que cria um monopólio do serviço e obriga os brasileiros a aceitarem taxas de juros abusivas. O candidato garantiu que acertará os bancos com força desde o primeiro dia que assumir o cargo de presidente. Ciro mencionou bancos digitais como possíveis concorrentes para equilibrar o setor.

Os serviços seriam uma aposta durante seu governo.

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