O ex-presidente Lula não participou do debate presidencial promovido pela Bandeirantes na última quinta-feira (9) por decisão do Tribunal Regional da 4ª Região que vedou sua saída da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde o pré-candidato à Presidência da República pelo PT cumpre a pena de 12 anos e 1 mês.

Com a decisão, o debate ocorreu sem a presença de Lula ou de qualquer outro representante da chapa petista. No entanto esse quadro pode se alterar nos próximos debates, a presidente nacional do PT, a senadora Gleisi Hoffmann confirmou a tendência do partido em marcar presença nos debates com o candidato a vice-presidente Fernando Haddad.

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A senadora e o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad visitaram o ex-presidente Lula, nesta sexta-feira (10), no prédio da Polícia Federal. Gleisi Hoffmann concedeu entrevista na saída da Superintendência e afirmou que apóia a participação de Haddad nos debates.

A presidente nacional do PT disse que Haddad será o porta-voz do ex-presidente fora da cadeia e que ele irá participar de debates e sabatinas. No entanto a senadora afirmou que o partido dos trabalhadores irá tomar as medidas cabíveis para garantir a presença de Lula nos próximos debates. O candidato a vice pela chapa petista continua sendo o plano "B".

A ausência de Lula e do PT no primeiro debate

Caso o partido não consiga reverter à decisão judicial e garantir a participação de Lula nos debates, o PT vai pleitear junto ao judiciário, a participação do candidato a vice nos próximos debates. A legenda pretende evitar a todo custo a ausência do partido nos debates, o que significaria a perda de espaço do partido nas discussões eleitorais.

A petista afirma que o PT não quer e não pode ficar fora dos debates em sinal de respeito ao eleitorado brasileiro.

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A senadora disse que quem assistiu ao debate da Band viu que grande parte do Brasil não estava representado. Segundo, a senadora, o ex-presidente não assistiu a todo o debate, mas o pouco que viu foi o suficiente para considerar que faltaram propostas.

O ex-prefeito de São Paulo disse que Lula deseja participar dos debates, que ele quer fazer essa disputa cara a cara, olhando para os olhos do eleitor e também poder encarar seus adversários de peito aberto. Segundo Haddad, o líder máximo do partido dos trabalhadores está disposto a enfrentar qualquer questionamento, seja de ordem política, ou moral.

A visita dos petistas a Lula

A senadora Gleisi Hoffmann e o candidato a vice Fernando Haddad viajaram a Curitiba afim de colocar fim a um litígio criado dentro do partido, após a indicação de Haddad para vice de Lula. A ala mais radical do partido não apoiaram o nome de Haddad. Essa ala trabalha para limitar a atuação do vice para que este não ofusque a candidatura do maior líder petista.

O jornal "Estado de São Paulo" colocou mais fogo na lenha ao publicar na última terça-feira (7) uma entrevista na qual a senadora Gleisi Hoffmann afirma que Lula disse que Haddad vive um período de "estágio probatório".

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Entretanto, os caciques petistas superaram o desentendimento.

O registro dos candidatos que irão concorrer a cargos eletivos nas Eleições de outubro ocorre no próximo dia 15 e o PT irá efetuar o registro da chapa Lula, Haddad, à partir da oficialização dos candidatos a legenda irá tentar na Justiça Eleitoral a viabilização da participação de Lula nos debates. Ocorrendo a negativa do TSE, o partido pleiteará a participação do vice, Fernando Haddad.

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