A convenção ocorreu no ultimo sábado (4), onde houve a oficialização da candidatura de Lula ao lado de Fernando Haddad e acordo com PCdoB, de Manuela D'Ávila. Com isso, o PT está formando uma chapa de três nomes, onde tudo poderá ficar definido no dia 17 de setembro (tempo limite para troca de nomes nas coligações).

A estratégia do PT é simples: se a candidatura de Lula não for impugnada, ele será candidato com Manuela D'Ávila de vice. Caso tenha sua candidatura cassada, Fernando Haddad é quem será o candidato do PT com Manuela de vice.

O mais provável é que a candidatura de Lula seja cassada pela lei da Ficha Limpa e, assim, Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo, sai da chapa e assume a candidatura.

A estratégia do PT é usar o nome de Lula para impulsionar o máximo possível Haddad, já que as intenções de voto para o candidato não chegam aos dois dígitos. O mesmo vale para Manuela, que nas últimas pesquisas só possuía 1% das intenções do eleitorado.

Lula será citado na TV, no rádio e irá estampar os cartazes da campanha ao lado de Haddad e Manuela. Mesmo não sendo presente, foi de escolha de Lula ter Haddad como porta-voz. Em carta, Lula elogiou Manuela, mas destacou que no momento seria o ex-prefeito o mais indicado para o cargo.

A jurisprudência a favor do PT

Apesar da impugnação de Lula ser bem provável, o advogado que vai cuidar do registro, Luis Fernando Pereira, diz que irá usar a jurisprudência e o calendário eleitoral a favor do partido, já que essas impugnações dificilmente serão feitas em menos de 30 dias.

Os últimos ocorridos demoraram cerca de 100 dias para serem julgados. No entanto, o advogado reitera que não será fácil e que tudo irá depender do TSE.

Nas Eleições anteriores, para prefeitos e vereadores, ocorreram centenas de indeferimentos durante a campanha. No entanto, em decorrência da lentidão do TSE, os julgamentos foram sendo estendidos e, no final, os candidatos concorreram e até venceram as disputas. Após o julgamento, foram poucos que saíram do cargo em decorrência da lei da Ficha Limpa.

Para participar de debate, PT reforçará perdido no TRF-4

Em seu programa, na manhã de segunda-feira (6), Ricardo Boechat, jornalista que integra o grupo responsável pelo debate na emissora BandNews FM, afirmou que se Lula não for liberado para o debate que ocorrerá na próxima quinta-feira (9), outro candidato não poderá substituí-lo. "Não vindo o Lula, não pode vir alguém no seu lugar porque o debate é restrito a candidatos à Presidência da Republica declarados como tal, lançados como tal", afirmou Boechat no programa.

Com isso, o PT reforçou o pedido ao TRF-4 para a liberação de Lula para o debate. Na primeira instância, a juíza federal Carolina Lebbos, negou o pedido que foi feito no dia 17 de julho. Agora, a decisão cabe ao desembargador João Pedro Gebran Neto. Caso o desembargador decida não liberar Lula, o PT não contará com candidatos no primeiro debate oficial, que ocorrerá na emissora BandNews FM.

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