Dia 4 de agosto é a convenção nacional do PT, que deverá oficializar a candidatura à Presidência da República do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Muitos internautas e especialistas apostam na inelegibilidade, por causa do processo que o ex-presidente tem no caso do tríplex. Mas tudo indica que o PT vai levar adiante a candidatura que poderá, por ventura, ser barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por causa da Lei da Ficha Limpa.

Para vice

O partido do ex-presidente Lula ainda não escolheu seu vice da chapa, mas tem nomes importantes. Um desses nomes é do ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad [VIDEO].

Além de ser vice, segundo a visão política petista, ele pode substituir o ex-presidente Lula se a candidatura for barrada pela Lei da Ficha Limpa.

Porém, existem outras opções a se pensar, como a candidata do PCdoB [VIDEO], Manuela D`Ávila, que já oficializou sua candidatura. O PT poderia colocar um vice do partido na chapa de Manuela, tendo chance de entrar no governo.

Um outro “plano B” é o ex-ministro Jacques Wagner (PT), porém, para ser vice do ex-presidente vai ser muito difícil, porque o político baiano vai ter que registrar a candidatura de Senador.

A estratégia que os petistas estavam planejando, no encontro nacional nesse sábado (4), era homologar a candidatura de Lula para disputar a presidência e deixar a direção nacional do partido a escolher o vice até 14 de agosto. Porém, os advogados do Partido dos Trabalhadores tiveram a conclusão de que essa estratégia é muito arriscada, mesmo porque há jurisprudência que conflita.

Isso porque a lei eleitoral prevê que a escolha de um candidato a concorrer à presidência e o vice deve ocorrer até 24 horas depois do prazo das convenções.

Mas, caso o nome do ex-prefeito Haddad seja escolhido para ser vice, pode substituir por um candidato de um outro partido sendo colocado como cabeça de chapa, no lugar do ex-presidente Lula. O nome preferido para ser o vice definitivo é da candidata do PCdoB, Manuela D`Ávila, por ser o único nome que o partido tem a possibilidade de ter agora, disse o ex-ministro, Gilberto Carvalho.

A situação do ex-presidente Lula

O ministro Luiz Fux, que é presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), fez uma alegação que faz uma mudança na íntegra de uma decisão sobre o ex-presidente Lula. Essa alegação é para não ficar nenhuma dúvida sobre uma posição sobre a não legitimidade do candidato petista.

Nesta quarta-feira (1º), no final da manhã, o site da UOL [VIDEO] publicou uma reportagem sobre a decisão do ministro Fux que diz respeito à ação cautelar apresentada por um jurista goiano, que desejava uma avaliação da não legitimidade do ex-presidente petista.

A decisão saiu no dia 26 julho, assinada de maneira eletrônica, e ficou de maneira disponível no site para ser visto o processo do TSE que foi ao ar na última terça-feira (31).

Em uma análise mais estrita, o ministro Fux tomou a decisão de não conceder essa ação cautelar e teve que extinguir esse processo sem mesmo entrar no mérito do caso. Segundo Fux, a questão não poderia nem ser analisada naquele momento. Hoje, Lula, está totalmente inelegível, assim, só terá sua candidatura registrada no dia 15 de agosto, que é o final do prazo de registro.

Ou seja, a questão não deveria sequer ser analisada porque não havia o objeto naquele momento. Lula, que, hoje, está inelegível, só terá sua candidatura registrada pelo PT em 15 de agosto, final do prazo para isso. Em algumas horas dessa publicação dessa notícia, a decisão foi apagada e no final da tarde do mesmo dia, quarta-feira (1º), uma nova decisão e foi reformada e com a mesma decisão.

O ministro alega que a decisão foi modificada pois se precisava ter mais coerência com suas posições na posição do ex-presidente Lula. A postura reforça a decisão da não legitimidade do ex-presidente.