O ex-executivo da Petrobras Rodrigo Pinaud entregou seu apartamento como pagamento de fiança. O pedido foi aceito pelo juiz Serio Moro na quinta-feira (30).

O imóvel foi avaliado em R$ 700.000,00. No documento, Sergio Moro [VIDEO] afirma que aceita o pedido por perceber a incapacidade do ex-executivo pagar fiança (de R$ 2,7 milhões) e por ter papel secundário nos crimes que foram apurados.

O juiz federal ordenou que a defesa dele se manifeste, para que o acordo seja selado. O juiz Moro afirmou que se o apartamento for apresentado, Rodrigo fica livre da fiança. Ao ver as declarações e rendimentos do acusado, a defesa diz que a única coisa que sobrou do dinheiro desviado foi o apartamento.

Por isso a decisão do juiz de tomar o imóvel. O imóvel está localizado no Rio de Janeiro.

Os advogados de Pinaud, no início do mês, entraram com o pedido de que o acusado não tinha dinheiro para pagar fiança. Rodrigo não conseguiu se recolocar no mercado de trabalho, após os escândalos, disse a defesa.

No entanto, o MPF disse que o ex-executivo tinha reservas ilícitas e tinha um imóvel avaliado em R$ 700 mil.

Rodrigo Pinaud é investigado por suposta participação de pagamento de propinas para o PT, PMDB e ex-funcionários da Petrobras. O valor movimentado por fraudes chegou a ser cerca de R$ 200 milhões.

Alvo da Operação Deja Vú, deflagrada pela Polícia Federal, ainda em maio deste ano, não somente o ex-executivo Rodrigo Pinaud foi investigado, mas também Aluísio Teles e Ulisses Sobral. Em contas no exterior, eles são acusados de ter recebido cerca de 24 milhões de dólares.

Na época, o Ministério Público Federal descobriu que eles estavam transferindo as quantias para países que são considerados paraísos fiscais. Eles tiveram a prisão preventiva ordenadas, a fim de evitar novas transferências.

O MPF pretende recuperar todo o dinheiro desviado. Numa ação, o departamento conseguiu bloquear a conta deles na Suíça. Um auditor da Receita Federal, disse que eles recebiam cerca de R$ 400 mil anuais, o que era incompatível com o que estava sendo movimentado.

Outro detido

João Augusto Rezende, outro ex-funcionário da Petrobras ligado ao MDB, foi condenado e preso pela Operação Lava Jato. O partido MDB, em nota, disse que "desconhece a operação, mas que apoia a clareza das investigações com relação aos acusados.

A Operação Lava Jato [VIDEO] teve início em 2009 e já prendeu, no total, cerca de 13 políticos. No entanto, já foram centenas de pessoas presas, entre empresários e ex-funcionários públicos.