O juiz federal Sérgio Moro agiu diferente dos desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), João Gebran Neto e Rogério Favreto, e decidiu ele mesmo fazer a sua defesa sobre a guerra de decisões que envolveu a tentativa de soltar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Moro dispensou advogados e encaminhou, há 10 dias, informações sobre a sua conduta ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

No domingo, dia 08 de julho, o plantonista Rogério Favreto atendeu um pedido de deputados petistas e determinou que Lula fosse solto. O delegado-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro, afirmou que não soltaria o petista até que Moro se manifestasse. O juiz determinou que a ordem não deveria ser cumprida, pois o desembargador Favreto não tinha competência para isso. Gebran Neto se manifestou e também impediu a liberdade do líder do PT.

Segundo o desembargador e relator da Lava Jato no TRF-4, Favreto não deveria ter uma decisão em dia de plantão contra uma análise já feita pelo colegiado.

Após algumas reclamações, Moro, Gebran e Favreto tiveram que informar ao CNJ sobre as suas condutas. Em sua defesa, Favreto criticou muito Moro e disse que ele coagiu a PF a não cumprir uma ordem judicial, que estava a cima de sua autoridade. Gebran afirmou que essa determinação de Favreto não deveria ser cumprida pois confrontava o que o colegiado já tinha decidido. O desfecho dessa confusão judicial acabou com a decisão do presidente do TRF-4, Carlos Thompson Flores, que barrou a decisão de Favreto.

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Lava Jato Sergio Moro

Lula na Superintendência da PF

O ex-presidente Lula está preso na Superintendência da PF, em Curitiba, e terá pela frente mais ações penais que estão sendo apuradas por Moro. Um dos casos mais recentes é uma reforma num sítio localizado em Atibaia. Conforme a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), Lula teria se beneficiado de propina oriunda dos cofres públicos da Petrobras. A construtora OAS teria fornecido para o ex-presidente serviços na propriedade em troca de vantagens em contratos com a Petrobras.

Em decorrência das campanhas eleitorais, Moro achou melhor remarcar o depoimento do Lula para o dia 14 de novembro e não mais para esse mês ou começo de setembro.

Laudo da PF

Um laudo da PF chegou a ser divulgado sobre o sítio de Atibaia. Os peritos citam várias obras que foram realizadas. Uma delas seria uma cozinha avaliada em R$ 252 mil. Porém, o total de dinheiro investido na propriedade pode chegar a R$ 1,7 milhão, incluso já a compra do sítio.

Os advogados de Lula afirmam que a propriedade não é de Lula e sim, do empresário Fernando Bittar.

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