O Tribunal Superior Eleitora (TSE) aprovou o registro de candidatura [VIDEO] do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Agora, Alckmin está oficialmente apto a disputar a Presidência da República pelo PSDB.

Até então, o ex-ministro Henrique Meirelles, do PSDB, tinha contestado sua candidatura, pois a coligação de Alckmin foi formada por 9 partidos. Apesar da contestação, o TSE aprovou a candidatura. O objetivo de Meirelles era diminuir a coligação de Alckmin, pois, assim, o candidato do PSBD teria menos tempo na televisão. Atualmente, Geraldo Alckmin é o candidato que tem direito ao maior tempo na televisão, pois sua bancada é maior.

O segundo candidato com mais tempo, é o ex-presidente Lula. O TSE julga nesta tarde se Lula poderá ou não concorrer a disputa eleitoral.

O MDB ajudou Henrique Meirelles no pedido, acusando de haver irregularidades na coligação de Alckmin. No entanto, a Procuradoria Eleitoral defendeu Alckmin e afirmou não ter nenhuma irregularidade. Segundo o ministro relator do caso, Tarcísio Vieira, não houve qualquer indício de irregularidade no registro.

Já o ministro Edson Fachin afirmou sim haver irregularidades em alguns documentos, no entanto, não seria motivo para barrar a candidatura do ex-governador.

A coligação tucana é a maior e envolve os partidos PRB, PSD, Solidariedade,PPS, PP, PTB, PR, DEM e PSB. Com isso, seu tempo na TV será de cinco minutos e trinta e dois segundos. A distribuição do tempo na televisão é proporcional ao tamanho das bancadas.

Na tarde desta sexta-feira (31), o candidato Eymael, da Democracia Cristão, teve sua candidatura aprovada pelo TSE. O último caso a ser analisado será o de Jair Bolsonaro (PSL), pois até agora está sem previsão.

Processo de Lula

O ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula [VIDEO]da Silva, aguarda o TSE julgar seu caso. Até então, não havia previsão, no entanto, de última hora, o caso de Lula foi colocado na pauta no início da tarde desta sexta-feira. A defesa de Lula diz que queria que o julgamento fosse feito na semana que vem, pois até lá resultados de outros processos já estariam prontos e portanto ajudaria na argumentação.

Caso o pedido seja negado, existe a possibilidade da defesa entrar com recurso no TSE ou no Supremo Tribunal Federal (STF). O relator do caso será o ministro Luis Roberto Barroso. Se a defesa de Lula, no entanto, pedir recurso no STF, Lula não será mais candidato. O Partido dos Trabalhadores pode alterar o candidato oficial até o dia 16 de setembro. O plano B seria a candidatura de Fernando Haddad.