Na última pesquisa feita pelo instituto Ibope, divulgada na última quarta-feira (5), Jair Bolsonaro aparecia [VIDEO] com 22% das intenções de votos para Presidente da República, contra 12% de Maria Silva (Rede) e Ciro Gomes (PDT) e 9% de Geraldo Alckmin (PSDB). Agora, após o atentado sofrido pelo candidato do PSL, seus adversários temem que sua campanha possa ser impulsionada.

Dentre os motivos para tal análise destaca-se que a comoção que o fato causou possa reduzir o índice de rejeição, quesito o qual ele lidera de fora disputada. De acordo com o Ibope, 44% dos entrevistados afirmaram que não votariam de jeito nenhum no candidato do PSL.

Ainda por conta de tal comoção, especialistas acreditam que haverá um menor bombardeiro em cima de Bolsonaro, uma vez que o quadro clínico do qual ele se encontra, estimularia o sentimento de solidariedade do eleitor. Além disso, mesmo não podendo sair para fazer campanha pelas ruas, por conta do atentado, ele seguirá com uma hiperexposição nos telejornais na condição de vítima.

“A campanha já estava cheia de ineditismos. Agora, ficou meio esdrúxula”, disse um operador de um dos principais candidatos à Presidência, que não quis se identificar, cita o fato dos dois candidatos pelo clima extremista que norteia o pleito estarem presos – Bolsonaro em um leito de hospital e Lula, literalmente na cadeia. “Nunca vi nada tão extravagante. Só o eleitor pode recolocar a política nos eixos”, analisou.

O jornalista Josias de Souza analisa em seu blog que o candidato mais prejudicado com o atentado contra Jair Bolsonaro [VIDEO] é Geraldo Alckmin. Quarto colocado nas pesquisas de intenção de voto, desde o início da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão vem atacando o ex-capitão do Exército.

Uma pessoa ligada à campanha do ex-governador de São Paulo disse, que de momento, os ataques contra Bolsonaro serão retirados do ar por algum tempo. A retomada da estratégia adotada no início da propaganda eleitoral irá depender da evolução do quadro clínico do candidato.

Comoção fez Marina subir em 2014

Em 2014, outro clima de comoção tomou conta das eleições presidenciais por conta da morte do candidato do PSB Eduardo Campos, após um acidente aéreo. Antes do desastre ele aparecia com 7% das intenções de votos, porém logo na primeira pesquisa depois da tragédia, Maria Silva, escolhida para substituí-lo, já aparecia com 21% das intenções de voto e à frente de Aécio Neves, então candidato do PSDB.

No levantamento seguinte, ela estava tecnicamente empatada com Dilma Rousseff e venceria a petista em um eventual segundo turno.

Candidatos cancelam agenda

Por conta do atentado sofrido por Jair Bolsonaro, seus principais adversários na corrida presidencial cancelaram as agendas de campanha que fariam nesta quinta (6) e sexta-feira (7).

Ciro Gomes (PDT), concederia entrevista à uma radio de Natal, no Rio Grande do Norte e depois participaria de atos políticos no estado. Marina Silva (Rede), divulgou uma nota por meio de sua assessoria de imprensa afirmando que não faria campanha neste feriado, enquanto que Geraldo Alckmin também adiou seus compromissos de campanha “Em respeito ao deputado Jair Bolsonaro, que se recupera do atentado”.