De acordo com informações divulgadas pelos sites O Antagonista e Último Segundo (IG), um vídeo tornado público na noite de quarta-feira (19) mostra o candidato à presidência da República pelo partido PODEMOS, Alvaro Dias, tecendo duros comentários contra seu adversário político Jair Bolsonaro (PSL), o qual permanece internado no Hospital Israelita Albert Einstein após ter sofrido um atentado a facada na cidade Juiz de Fora, em Minas Gerais, no último dia seis.

As imagens em questão foram registradas pelo telefone celular de um cidadão não identificado, enquanto Dias realizava um ato de campanha no Estado do Paraná.

A metragem se inicia com o presidenciável do PODEMOS – que na ocasião usava uma camisa azul – acenando para o público e se aproximando de algumas pessoas para cumprimentá-las. Enquanto as saudações eram feitas, um dos indivíduos presentes pediu para que o candidato "colaborasse com Bolsonaro", e neste momento Dias começou a falar sobre o rival mencionado.

Primeiramente, o político perguntou se seus interlocutores queriam "destruir o Brasil", e referiu-se a Bolsonaro com clichês tais como "bandido", "vagabundo" e "malandro de praias cariocas". Além disso, afirmou que seu adversário não ganharia "de ninguém no segundo turno", e mencionou que ele estava "quase morto".

Acompanhe:

Esclarecimentos sobre o episódio

Nesta quinta-feira (20), antes de participar de um novo debate político entre os candidatos à presidência da República produzido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e veiculado pela TV Aparecida, Alvaro Dias publicou um vídeo em seu canal do YouTube para falar sobre a participação na sabatina e para dar esclarecimentos sobre o episódio envolvendo as imagens mostradas acima.

Dias afirmou que a filmagem em questão foi produzida de forma a gerar "interpretações duvidosas", e que naquela ocasião ele se tornou vítima de uma afronta – o que acabou gerando, de sua parte, uma "reação proporcional à descabida provocação".

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Jair Bolsonaro Eleições

O presidenciável do PODEMOS explicou que usou as palavras como "força de expressão na esteira da indignação natural de quem reage a determinadas injustiças", mas reconheceu que acabou "extrapolando um pouco" e se tornou "veemente e duro demais".

Na sequência, Dias ressaltou: "Em nenhum momento fiz referência à saúde de Jair Bolsonaro. Ao contrário: desde o primeiro momento [do atentado] tenho sido solidário a ele e à sua família". O candidato revelou ainda que, depois do episódio – cujo registro ele afirma ter sido editado –, retornou até o "provocador" e pediu desculpas pelo que havia dito, e enfatizou que a morte à qual se referia era apenas a "morte eleitoral" de Bolsonaro em um eventual segundo turno.

Assista ao esclarecimento completo:

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