O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), está se preparando para assumir o comando da Corte já nesta próxima quinta-feira (13). Diante do atentado sofrido pelo candidato à Presidência, Jair Bolsonaro, Toffoli pode ter um discurso voltado em pedir respeito às divergências de opiniões e ideias com foco na democracia. Um outro ponto que o ministro já frisou é a luta por mais harmonia entre os poderes.

De acordo com as informações do Estadão, Toffoli tentou ligar para os filhos de Jair Bolsonaro na tarde deste sábado (08), entretanto a linha estava ocupada e ele não conseguiu falar com eles.

Ainda não se tem conhecimento se o ministro citará o atentado específico de Juiz de Fora em seu discurso na cerimônia de posse como presidente da Corte.

Ele já teria planejado falar sobre essas posições políticas diferentes que devem ser respeitadas, porém com o Ataque ao deputado, ele pode fortalecer mais o seu discurso em relação a esse ponto.

Proteção à família de Bolsonaro

O presidente do PSL, Gustavo Bebianno, comentou que fez um pedido à Polícia Federal (PF) pedindo proteção policial para a família do candidato Jair Bolsonaro. Entretanto, ele teria recebido uma recusa porque a proteção da PF só é destinada para os candidatos à Presidência e isso não poderia ser aceito.

De acordo com Bebianno, a família do deputado está muito transtornada, principalmente a sua mulher.

Bolsonaro foi atingido por um ataque a faca [VIDEO] enquanto fazia campanha na cidade de Juiz de Fora, sul de Minas. Segundo as informações, o agressor teria agido mediante uma posição política contrário do candidato.

Por essa razão, Dias Toffoli pretende fortalecer um discurso de que é importante a opinião de cada um ser respeitada. Esse atentado acaba levando um ar de insegurança para as campanhas eleitorais. Alguns candidatos ao Planalto chegaram a desmarcar compromissos de campanha com receio da violência assolada no país.

General Augusto Heleno

O general Augusto Heleno [VIDEO], que trabalha para a candidatura de Bolsonaro, mesmo sendo de outro partido, afirmou que é preciso manter a calma. Segundo ele, o ataque sofrido pelo deputado vem da radicalização da Esquerda e diante disso os ânimos têm que ser acalmados. O general chegou a culpar a mídia pelo ataque ao candidato, já que, de acordo com ele, a imprensa tem divulgado que Bolsonaro é um candidato que espalha ódio entre as pessoas.

General Heleno afirmou que ficou para os apoiadores do deputado fazerem campanha para ele, pelo menos nesse primeiro turno, já que ele pode sair do hospital apenas mais pra frente. Cogita-se que o oficial da reserva poderá conseguir um cargo de ministro caso Bolsonaro seja eleito.