O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, concedeu uma entrevista à Folha de S.Paulo afirmando que é necessário uma renovação dos compromissos democráticos. O ministro citou o combate à Corrupção como a essência de buscar a retirada do país de situações calamitosas e enfatizou, com forte declaração, que existe no Supremo gabinetes "distribuindo senha para soltar corrupto".

O ministro afirmou que existem duas regras que devem ser respeitadas no jogo democrático.

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Segundo ele, quem ganhar as eleições deve respeitar as regras do jogo e os direitos de todas as pessoas. Questionado sobre uma possível tutela militar, Barroso vê isso como inexistente nos dias atuais.

Para o ministro, o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff acabou favorecendo um tipo de polarização no país, o que não foi algo bom. Criou-se revoltas, conflitos e contradições fortes levadas até hoje. De acordo com ele, existe uma aliança corrupta que visa interromper investigações importantes e fez acusações contra um tipo de ação de amigos que envolve o Supremo, onde gabinetes se preocupam em liberar presos sem qualquer forma de direito. Perguntado pela reportagem quais seriam esses gabinetes, o ministro apenas sorriu e ficou em silêncio.

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Governo Corrupção

Vitimização

Mesmo sem citar nomes, Barroso afirmou que "quando a Justiça desvia dos amigos do poder, ela legitima o discurso de que as punições são uma perseguição".

Questionado sobre o número de pessoas que ainda votariam no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva caso ele fosse disputar as eleições, se não seria um tipo de descrédito do Judiciário, Barroso afirmou que a sociedade faz associações de como estava a vida delas no tempo do Governo Lula.

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Segundo ele, houve sim crescimento econômico naquela época e aumento de renda, entretanto, o ministro exalta que o Poder Judiciário deve cumprir as regras e proteger os direitos fundamentais.

Corrupção

Para Barroso, é preciso sérias mudanças no sistema político. As sugestões dele seriam: baratear as eleições, aumentar a representatividade e a governabilidade.

O magistrado da Corte também deu destaque para a violência que assola o Brasil. "São 63 mil homicídios por ano".

Porém, o ministro exalta a resistência diante de várias crises, como por exemplo, o Mensalão, o Petrolão, Lava Jato e a destituição de dois presidentes eleitos pelo voto direto.

Sobre o impeachment de Dilma Rousseff, ele falou que as regras foram seguidas conforme manda a Constituição.

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