Neste domingo (09), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, tomou uma decisão e proibiu que a coligação formada pelos partidos (PT/PCdoB/PROS) apresentasse o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como candidato à Presidência da República em seus programas eleitorais. Caso a ordem não seja cumprida, o PT poderá ter suspensa suas campanhas no rádio e na TV.

Em sua decisão, Barroso foi bem contundente e deixou claro o seu recado. Ele proibiu qualquer meio ou peça de propaganda eleitoral que tenha Lula como candidato ao Planalto. O ex-presidente foi condenado em segunda instância após ser acusado de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do triplex de Guarujá. O petista se tornou alvo da Lei da Ficha Limpa e ficou inelegível.

O PT tem confrontado a Justiça frisando ainda Lula como candidato e isso gerou reclamações de outros partidos e do Ministério Público Eleitoral.

Segundo Barroso, as diversas veiculações de propaganda em desconformidade com o decidido pelo TSE, mostra que a coligação tem atuado contra o que se propôs a assumir em seus compromissos.

Ordem não cumprida

O Ministério Público Eleitoral afirmou que o PT não está cumprido a ordem determinada e teria ignorado decisão do TSE. Barroso aceitou a reclamação do órgão e reiterou que a atuação dos juízes auxiliares da propaganda não tem se revelado suficiente para preservar a autoridade da decisão do TSE.

Não perca as últimas notícias!
Clique no tema que mais te interessa. Vamos te manter atualizado com todas as últimas novidades que você não deve perder.
Lula Governo

O ministro também lembrou também do seu voto proferido contra a candidatura de Lula. Originalmente ele exigia que a chapa petista fosse proibida de fazer campanha até que o partido escolhesse um substituto. Entretanto, atendendo a defesa da coligação, foi autorizado que apenas Lula ficasse fora das propagandas e não Fernando Haddad, seu possível substituto. Mas nem assim o PT tem cumprido.

Declaração de Villas Bôas

O comandante geral do Exército, general Eduardo Villas Bôas também concedeu entrevista ao Estadão e se posicionou contra uma possível candidatura de Lula.

Questionado sobre como as Forças Armadas reagiriam diante da aceitação da candidatura de Lula e uma eventual vitória, o general afirmou que as Forças Armadas servem ao povo e são apartidárias. Entretanto, ele reiterou que seria um péssimo cenário ter alguém sub judice comandando o país. Seria uma afronta a Constituição e a Lei da Ficha Limpa.

Isso poderia tirar a legitimidade do próximo Governo e causar instabilidade no país.

Não perca a nossa página no Facebook!
Leia tudo